Mulher baleada com tiro na cabeça dentro de casa é sepultada na Zona Norte

Maria da Luz morreu nesta sexta-feira, após ser atingida na comunidade Furquim Mendes, em Vigário Geral

Por RAFAEL NASCIMENTO

Maria da Luz foi atingida por um tiro de fuzil no sofá de sua casa -

Rio - Está sendo velado desde às 10h deste domingo, em uma capela do Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte da cidade, o corpo da comerciante Maria da Luz Guia, de 59 anos, que foi morta na manhã da última sexta-feira após ser baleada dentro de casa na comunidade Furquim Mendes, em Vigário Geral, também na Zona Norte. Antes de ser atingida por um tiro na cabeça, a Polícia Militar fazia uma operação na favela. A mulher será enterrada às 15h30.

A mulher chegou a ser socorrida pelo filho para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

Amigos e parentes se mobilizam e dois ônibus sairão da comunidade em direção ao cemitério para prestarem o último adeus a Maria da Guia.

Ontem, o corpo da mulher passou por necropsia. De acordo com o laudo do IML, o tiro que atingiu a cabeça da mulher é de calibre 9mm. Ainda segundo o documento, essa bala não teria partido da arma usada pelos PMs.

Mulher foi socorrida pelo filho

Um filho da vítima foi avisado por trabalho, uma obra dentro da comunidade, e voltou para a casa da mãe, a encontrando coberta de sangue e saída dentro da residência. "Quando eu cheguei no trabalho, às 7h30, eu recebi um telefonema da minha sobrinha e ela dizia: "Minha vó, minha vó". Eu saí correndo — porque eu pensei que a minha mãe estivesse passando mal . Quando eu cheguei, lá, eu vi que a minha mãe estava toda ensanguentada e com tiro na cabeça. Ela estava caída no chão", disse o filho.

Ele a pegou no colo, colocou em seu carro e levou para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha."Eu parei os policiais e disse: 'Minha mãe foi baleada! Minha mãe foi baleada!' Então, eles vieram abrindo caminho", contou Fábio José da Silva, de 34 anos. Ainda não se sabe o estado de saúde da comerciante, que trabalha há 26 anos no interior da favela onde mora.

 

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