A vereadora Marielle Franco foi assassinada a tiros no dia 14 de março de 2018, atentado que também matou o motorista Anderson Gomes - Renan Olaz / Câmara Municipal do Rio
A vereadora Marielle Franco foi assassinada a tiros no dia 14 de março de 2018, atentado que também matou o motorista Anderson GomesRenan Olaz / Câmara Municipal do Rio
Por O Dia

O Ministério Público do Rio de Janeiro reafirmou, através de um documento expedido nesta quarta-feira, ser favorável à participação da Polícia Federal nas investigações da morte da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes.

O ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, ja havia deixado a PF à disposição para participar das investigações, mas, nesta quinta-feira, afirmou que a Polícia Civil do Rio de Janeiro recusou a oferta de cooperação da PF.

No documento enviado à Jungmann, o procurador-geral da Justiça, Eduardo Gussem, destacou o “estimado valor da colaboração da Polícia Federal para a elucidação do caso, uma vez que o órgão está legalmente autorizado a atuar em episódios dessa natureza”.

O procurador ainda aponta que, segundo o entendimento dos termos da intervenção federal na Segurança Pública do Estado do Rio, qualquer iniciativa para “agregar esforços” deve ser utilizada pelo atual comando do setor, general Braga Netto, a quem, neste momento, está subordinada a Polícia Civil.

Gussem ainda reforçou que, caso o interventor e seu gabinete avaliem que a PF deve atuar no caso, seja através de contribuições ou até mesmo assumindo as investigações, basta que seja formulada a requisição, mas que, independente de qual seja a medida, ela não deve ser confundida com o deslocamento de competência para a Justiça Federal.

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