03/09/2018 - Suíte do Incêndio que destruiu acervo e grande do prédio do Museu Nacional da Quinta da Boavista, em São Cristovão, Rio de Janeiro, Brasil. Na imagem, funcionários e estudantes da UFRJ passam pela barreira da Guarda Municipal e tomam a frente do museu em protesto contra o descaso do governo. Foto de Alexandre Brum - CIDADE POLICIA INCÊNDIO FOGO BRAZIL CULTURA EDUCAÇÃO - Alexandre Brum
03/09/2018 - Suíte do Incêndio que destruiu acervo e grande do prédio do Museu Nacional da Quinta da Boavista, em São Cristovão, Rio de Janeiro, Brasil. Na imagem, funcionários e estudantes da UFRJ passam pela barreira da Guarda Municipal e tomam a frente do museu em protesto contra o descaso do governo. Foto de Alexandre Brum - CIDADE POLICIA INCÊNDIO FOGO BRAZIL CULTURA EDUCAÇÃOAlexandre Brum
Por O Dia

Rio - Pesquisadores, funcionários e colaboradores do curso de museologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) estão coletando fotos, vídeos e até selfies dos espaços e acervo do Museu Nacional, para preservar a memória do local. Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite deste domingo, o palácio que abrigou a família real. O material deve ser enviado para os seguintes e-mails: [email protected] ;[email protected]; e [email protected].

Primeira instituição museológica e de pesquisa do Brasil, o Museu Nacional completou 200 anos no dia 6 de junho deste ano. Localizado no interior do parque da Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, o museu foi criado como Museu Real, em 1818, por D. João VI. Era considerada a instituição cientifica mais antiga do Brasil e uma das principais da América Latina.

O conjunto arquitetônico da Quinta da Boa Vista, o edifício do museu e a coleção Balbino de Freitas são tombados, desde 1938, como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura.

No local do incêndio, muitos estudiosos choram e lamentam ao ver o cenário da destruição do Museu Nacional. A pesquisadora e professora de História Regina Dantas é uma delas, que trabalha como historiadora desde 1994. Ela se emocionou e mal conseguia falar sobre a tragédia.

"Nós vamos recuperar esse palácio, mas o acervo que estava aqui dentro é irrecuperável. Vocês veem lá em cima as deusas, representando o espaço das musas, que é o museu, elas estão intactas. Para dar força para a nossa população tão sofrida com a história, com as ciências, nesse momento...vocês desculpem, mas não sei o que dizer, parece um pesadelo. Eu dormi, pensando que era um pesadelo, que eu ia acordar", disse aos prantos, tentando enumerar as perdas.

 

 

 

 

 

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