Estátua desaba e para trabalhos

Deusa do topo do prédio cai. Sancas, gradis e ferros do lado de fora do museu correm risco de vir abaixo

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No topo do prédio, a ausência de uma das estátuas de deusas que compunham a arquitetura. Devido ao perigo, funcionários são impedidos de entrar agora para recolher material -

As 22 estátuas de divindades gregas que estão no topo do Museu Nacional, destruído por um incêndio, correm o risco de cair a qualquer momento. Uma delas, por sinal, desabou durante a madrugada desta terça-feira. Com a queda, os trabalhos de rescaldo do Corpo de Bombeiros, seguidos de busca para achar itens que não foram perdidos, feita por funcionários do museu, chegaram a ser interrompidos, já que as estruturas da parte interna também podem ruir. Às 9h35 de ontem, uma laje do interior do prédio também desabou. Para evitar acidentes, a Polícia Federal (PF) isolou todo o perímetro e ninguém mais pode passar para a área do palácio.

"Ninguém mais pode entrar, há também um risco de desabamento interno, das lajes e divisórias, e pessoas podem ser atingidas por essas estruturas. Bombeiros deixaram o local. Temos que analisar e, só depois de um pós-risco, os funcionários do museu poderão fazer a retirada dos objetos. Não existe previsão para que eles voltem entrar para fazer esse recolhimento, pois precisamos fazer o isolamento da área", disse Luis Andre Moreira, coordenador técnico da Defesa Civil do município do Rio.

Além das estátuas das divindades, os gradis, sancas e ferros que estão do lado de fora do prédio também podem desabafar. Por isso, a interdição. Para os funcionários do museu entrarem será necessária a contratação de uma empresa credenciada pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ), que irá retirar os escombros.

Ontem, militares das Forças Armadas reforçaram a segurança no entorno do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista. O objetivo é evitar saques de peças preciosas que possam ainda estar perdidas nos escombros da instituição. A decisão é do Comando Militar do Leste, por solicitação da Secretaria de Segurança.

O número do efetivo não foi divulgado, mas são equipes de cinco a nove homens que, além dos armamentos convencionais, usam armas não letais e dispositivos para efetuar imobilizações e prisões. O Exército se junta aos agentes da Guarda Municipal e Polícia Militar, que estão no local desde segunda-feira.

PETROLEO

Entre as raridades perdidas no incêndio está a primeira amostra de petróleo encontrada no Brasil. De acordo com o professor João Wagner Alencar Castro, responsável pelo Laboratório de Sedimentologia da instituição, o material foi encontrado em Lobato, no Recôncavo baiano, na década de 1930. A amostra tinha cinco litros e estava no Departamento de Geologia e Paleontologia, que é o mais antigo do país, com mais de 170 anos de história. "Era a joia da indústria do petróleo", disse o geólogo.

 

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No topo do prédio, a ausência de uma das estátuas de deusas que compunham a arquitetura. Devido ao perigo, funcionários são impedidos de entrar agora para recolher material Agência O Dia
Suite do Incendio no Museu Nacional em São Cristóvão Zona Norte do Rio ,Peritos da Policia Federal no Local Foto Severino Silva Agencia O Dia Severino Silva
Rio,04/09/2018 - Museu do Primeiro Reinado - Museu do Primeiro Reinado na Avenida Pedro Segundo, em São Cristovão Fechado. Rio de Janeiro.Foto: Armando Paiva/ Agência O Dia Cidade, Rio de Janeiro, Museu Fechado, Primeiro Reinado Armando Paiva

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