Líder de quadrilha de roubo de cargas é preso em Araruama

Ailton Severino de Souza era um dos alvos da operação Expugno, que prendeu 29 bandidos esse ano

Por MARIA INEZ MAGALHÃES

Ailton Severino de Souza, o Porquinho ou Pará, foi preso nesta sexta-feira por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), em Araruama
Ailton Severino de Souza, o Porquinho ou Pará, foi preso nesta sexta-feira por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), em Araruama -

Rio - Apontado pela polícia como um dos líderes de uma quadrilha de roubo de cargas no Rio ligada a traficantes de drogas Ailton Severino de Souza, o Porquinho ou Pará, foi preso nesta sexta-feira por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), em Araruama, na Região dos Lagos, lugar que ele costumava frequentar. Contra ele havia um mandado de prisão prentiva e o criminoso já estava denunciado pelo Ministério Público.

Policiais da DHNSGI receberam informações sobre onde o bandido estava, cercaram o lugar e conseguiram prendê-lo. Porquinho foi indiciado em inquérito da 38ª DP (Brás de Pina), que pediu a prisão. Ele era um dos alvos da operação Expugno, que prendeu, esse ano, 29 bandidos, e um morreu durante a ação. O trabalho foi dividido em duas fases.

De acordo com as inesvtigações, o bandido era responsável pela distribuição e revenda das cargas encomendadas, monitorava os roubos em tempo real para viabilizar o transporte e o armazenamento das cargas, logo após os transbordos nas comunidades. As ações do bando financiavam também os traficantes.

Segundo a polícia, os criminosos são das comunidades Furquim Mendes, em Vigário Geral, Ficap e Jardim Amércia, na Zona Norte do Rio; do Dique, em Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; e Beira Rio, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste.

A polícia investiga ainda a relação do bando com policiais. "Os integrantes da organização mantêm vínculos escusos com agentes da Segurança Pública do Estado que, em troca de dinheiro, evitam prisões em flagrante e acabam impulsionando a reiteração de crimes violentos, que aterrorizam os cidadãos", diz a denúncia do Ministério Público.

A prisão de Porquinho foi coordenada pela delegad-titular da DHNSGI, Titular Barbara Lomba, e pelos delegados da especializada Leonan Calderaro e Allan Duarte.

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