Três Pontes daria dinheiro a Santoro

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Agentes dividiriam apreensão -

Entre as informações passadas pelo colaborador está a de que Luiz Antônio Braga, conhecido como Zinho, chegou a ser detido pela equipe da 36ª DP (Santa Cruz) em 2017. Zinho é irmão de Carlinhos Três Pontes, que na época estava vivo e comandava a maior milícia do estado. Na ocasião, Santoro estava de férias, assim como seu inspetor de confiança, Delmo Nunes.

Orientados pelo delegado Thiago Luis Martins, os inspetores exigiram R$ 20 mil para a liberação de Zinho, que retrucou dizendo que seu irmão Carlinhos já tinha um acerto de pagamento com a delegacia "para não mexer com o pessoal da milícia". Mesmo assim, aceitou realizar o pagamento e foi liberado. O delegado Thiago Luis teria separado R$ 4 mil em um armário para entregar a Santoro e Delmo. O depoimento de Zinho chegou a ser incluído no sistema da Polícia Civil, mas deletado. O documento foi recuperado na investigação.

Quando retornaram de férias, Delmo tomou conhecimento da situação e foi pessoalmente pedir desculpas a Carlinhos Três Pontes dentro da Favela do Aço pelo ocorrido e disse que iria afastar o inspetor que fez a exigência da propina.

O delator também contou a respeito de outros golpes aplicados pela equipe de Santoro. Entre eles está a de um bote que rendeu R$ 1 milhão de um contrabandista de cigarros. Além do dinheiro, ficaram com parte da mercadoria.

Também apreenderam roupas falsificadas de um comerciante. Elas foram divididas pelos policiais na delegacia, inclusive por Santoro.

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