Manifestações pelo museu continuam

Por Aline Cavalcante

No primeiro fim de semana depois do incêndio que atingiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte, as visitas foram para conferir os estragos e protestar.

"O que aconteceu foi fruto do descaso de anos. São vários culpados dessa perda irreparável", afirmou o professor de literatura Rodrigo Almeida, 38.

Para Marione Santos, 44, é preciso valorizar a cultura. "Nosso país não valoriza a cultura e nós nos calamos por anos. Agora, queremos o museu de volta".

Os peritos continuam trabalhando para descobrir as causas do incêndio e já detectaram onde começou o fogo. Porém, a informação não foi divulgada para não atrapalhar as investigações. A hipótese de incêndio criminoso não foi descartada.

Amanhã deve começar o trabalho de escavação e pesquisa dos escombros. Parte do acervo da coleção dos povos indígenas do Brasil, que estava em uma exposição em Brasília, além de 1,450 milhão de itens das coleções de botânica, vertebrados, invertebrados, e 500 mil livros, que também não estavam no prédio na noite do incêndio, foram preservados.

 

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