Por O Dia

Rio - A Guarda Municipal (GM) do Rio passará a utilizar armas de choque. A autorização para a compra de R$ R$ 9,4 milhões com a empresa Condor foi publicada nesta terça-feira, no Diário Oficial do Município. Ainda não há data definida para o início do uso do equipamento. 

De acordo com a Guarda Municipal, a elaboração do contrato está em andamento e prevê a aquisição de dois mil dispositivos elétricos incapacitantes, também conhecidos como pistola de eletrochoque, sob demanda durante o período de vigência do contrato.

Ainda segundo a Guarda, a instituição vem realizando cursos de atualização de todo o efetivo para utilização das pistolas de choque. No momento, a GM conta com 3.474 guardas capacitados e também possui em seus quadros 186 agentes prontos para ministrar instruções sobre a utilização desses equipamentos menos letais.

Em abril de 2018, decisão da Justiça sobre uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público-RJ derrubou liminar de setembro de 2013 que proibia o uso da taser (pistola de eletrochoque) e spray de pimenta. Vale registrar que de 2009 a 2013, período em que a Guarda Municipal fez uso da taser, foram efetuados somente três disparos reais (fora de treinamento), sem registro de grande dano.

De acordo com a Guarda Municipal, o uso do Instrumento de Menor Potencial Ofensivo (IMPO) deve seguir um protocolo de atuação conhecido como Manual de Uso Diferenciado da Força. Elaborado pela Coordenadoria de Planejamento e Desenvolvimento de Pessoal e pela Academia de Ensino da instituição, o modelo atende ao perfil de atuação e às atribuições da instituição.

"A utilização dos instrumentos de menor potencial ofensivo traz uma segurança a mais nas ações tanto para o agente que o utiliza quanto para a preservação da integridade de vítimas e agressores. A utilização do equipamento por um guarda bem treinado já funciona para inibir uma atitude ou ação irregular", disse a GM, em nota. 

 

 

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