Rio - Profissionais da saúde que atuam em Clínicas da Família denunciam que funcionários de unidades da Zona Norte estão recebendo aviso-prévio. A medida, segundo eles, faz parte do corte de equipes em toda rede, como foi divulgado ontem, pelo DIA. De acordo com a Associação de Medicina de Família e Comunidade do Estado do Rio de Janeiro, 190 equipes serão cortadas, deixando sem cobertura cerca de 760 mil cariocas.
Em nota, a Prefeitura do Rio, informou que o "estudo de reestruturação da Estratégia Saúde da Família segue em fase de conclusão e, portanto, não é possível apresentar números". A Secretaria Municipal de Saúde destaca ainda que "possíveis demissões não estão relacionadas à reorganização da Atenção Primária, mas a ajustes do contrato já existente que não foram feitos anteriormente". A pasta explica ainda que alguns contratos estão além do previsto, pois fizeram mais contratações que as estabelecidas.
Pelas redes sociais, pacientes e funcionários de Clínicas da Família de Deodoro, Ricardo de Albuquerque, Anchieta, Guadalupe e Pavuna organizam uma manifestação para amanhã, contra as demissões, fechamento das unidades e atrasos no salário. A ideia, segundo os organizadores, é fazer uma caminhada da Clínica Ivanir de Mello, em Deodoro, até a Avenida Brasil.
CANDIDATOS SE POSICIONAM
O DIA voltou a questionar os candidatos ao governo, Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC) sobre o corte na Saúde Básica no município do Rio.
Paes declarou que "pretende trabalhar em parceria com todos os prefeitos do estado na área da atenção básica. O objetivo é ajudar as prefeituras a melhorar a qualidade do atendimento básico para a população".
Wilson Witzel destacou um de seus planos de governo para a área da saúde. "O nosso plano 'saúde integral' vai reorganizar a rede como um todo e investir na reabertura das casas de saúde para absorver a demanda da população por saúde básica".
Comentários