Defesa de Cabral diz que decisão sobre Miranda é 'consagração de plano diabólico'

Preso há dois anos, Miranda, operador financeiro confesso do esquema de corrupção atribuído ao ex-governador, e seu delator, foi libertado neste domingo para cumprir prisão domiciliar

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Carlos Miranda em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal
Carlos Miranda em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal -

Rio - O advogado Rodrigo Roca, que defende Sergio Cabral (MDB), classificou a decisão pela prisão domiciliar de Carlos Miranda de "consagração de um plano diabólico que perverte o ideal da Lei da Delação Premiada, o sistema processual penal brasileiro e tudo o que a Justiça representa". Ele afirmou que esta data "será lembrada pela infâmia".

Preso há dois anos, Miranda, operador financeiro confesso do esquema de corrupção atribuído ao ex-governador, e seu delator, foi libertado neste domingo para cumprir prisão domiciliar. A expectativa da defesa era de que Miranda saísse da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na sexta-feira, mas houve problemas burocráticos e a liberação atrasou.

Apelidado de "o homem da mala de Cabral", função que desempenhou no primeiro mandato do ex-governador (2007-2010), Miranda conseguiu redução de pena por colaborar com a Justiça.

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