Comissão da Alerj inicia processo de julgamento de impeachment de Pezão

Caso seja aprovado, julgamento decidirá tanto sobre a perda de mandato, quanto pela perda de direitos políticos por cinco anos

Por O Dia

Comissão da Alerj inicia processo de julgamento de impeachment de Pezão
Comissão da Alerj inicia processo de julgamento de impeachment de Pezão -

Rio - A Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que julga a processo de impeachment contra o governador Luiz Fernando Pezão e o vice Francisco Dornelles se reuniu pela primeira vez nesta quarta-feira. Durante a sessão, a deputada Martha Rocha (PDT) foi eleita presidente da comissão e o deputado Bruno Dauaire (PRP) foi escolhido relator. Participaram da reunião 18 parlamentares dos 19 deputados indicados pelos partidos com representação na Alerj para comporem a comissão. Nesta quinta-feira, às 13h, a comissão se reunirá novamente para aprovar o rito do julgamento.

Antes de escolher a presidente e o relator do grupo, o deputado Luiz Paulo (PSDB), por ser o mais idoso parlamentar, presidiu a instalação da sessão. O parlamentar informou que a comissão foi criada com base na Lei 1.079, que trata dos crimes de responsabilidades dos atos do presidente da República. Luiz Paulo declarou-se impedido de continuar presidindo porque subscreveu em 2016 a denúncia por crime de responsabilidade com relação às improbidades apontadas nas contas de gestão de 2016.

A Casa deverá cumprir o que estabelece a Lei Federal 1.079, adotada pelo STF nos processos de impeachment dos ex-presidentes Collor e Dilma, e do governador do Amapá, João Capiberibe.

No final do prazo de 10 sessões, um relatório será votado no plenário da Casa, que decidirá pelo afastamento ou não dos chefes do Executivo estadual. Caso a Alerj aprove o afastamento, o julgamento definitivo ficará a cargo de um Tribunal Misto de Julgamento, formado por cinco deputados a serem eleitos e cinco desembargadores a serem sorteados. O Tribunal será presidido pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, que terá direito a voto em caso de empate. O julgamento decidirá tanto sobre a perda de mandato, quanto pela perda de direitos políticos por cinco anos.

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