Operação mira milicianos que atuam em condomínios do Minha Casa, Minha Vida

Segundo o MP, milícia de Nova Iguaçu atua em condomínios do programa Minha Casa Minha Vida, localizados nos bairros Ipiranga e Aliança, praticando agiotagem, furto de energia, receptação, extorsão de dinheiro de comerciantes e homicídios

Por O Dia

Rio - O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 10ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 3ª Central de Inquéritos, em conjunto com a Polícia Civil, realiza a Operação Héstia, na manhã desta quinta-feira, para prender oito milicianos em cumprimento a 10 mandados de prisão, além de mandados de busca e apreensão em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Cinco pessoas já foram presas. O grupo de milícia atua dentro condomínios do Minha Casa Minha Vida em bairros do município.

De acordo com o MP, esta milícia atua em condomínios do programa ‘Minha Casa Minha Vida’ localizados nos bairros Ipiranga e Aliança, em Nova Iguaçu, praticando crimes de agiotagem, furto de energia, receptação, extorsão de dinheiro de comerciantes e homicídios. O grupo atuava no fornecimento de sinal de TV a cabo clandestino, comércio de cigarros contrabandeados e na compra e venda ilegal de unidades dos condomínios.

Segundo a denúncia do MP, os imóveis eram "vendidos" clandestinamente a terceiros, sem o conhecimento dos verdadeiros proprietários, que eram expulsos de seus apartamentos pelo grupo ou encaminhados à Prefeitura de Nova Iguaçu, ao Setor de Habitação, onde eram realocados em outras unidades dentro dos próprios condomínios. O esquema contava com a participação de suposto funcionário da Light, que efetivava o cadastro dos novos moradores junto à concessionária, como se fossem os reais proprietários das unidades, com o intuito de "validar" a invasão.

Um dos líderes da milícia, Leandro Menezes Barboza, conhecido por "Batata do Aliança"  é apontado como o autor de homicídios praticados como forma de demonstração de força e poder. Leandro consta no Portal dos Procurados e já foi alvo da Operação Cabuçu deflagrada pelo Gaeco/MPRJ, em conjunto com a Draco-IE, no final de 2016.

Além do MP, participam hoje da ação policias Civis da 56ª DP (Comendador Soares) e do Departamento Geral Polícia da Baixada Fluminense (DGPB). O nome da operação faz alusão à deusa grega Héstia, protetora do lar, da harmonia e da cidade.

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