Rio - A Câmara de Vereadores do Rio encaminhou nesta terça-feria uma petição à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitando a suspensão do sigilo e a federalização das investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motoristas Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março deste ano.
A solicitação da federalização partiu do vereador Marcello Siciliano (PHS) e contou com o apoio da maioria dos representantes do Legislativo municipal. No documento, assinado por 37 vereadores, eles ressaltam que a federalização garantirá a imparcialidade na apuração. A bancada do Psol na Câmara de Vereadores do Rio não assinou a petição.
Marcello Siciliano foi apontado pela Polícia Civil do Rio como possível mandante da morte da vereadora, embora nada tenha sido comprovado até agora. Na sexta-feira, ele foi alvo de seis mandados de busca e apreensão.
Prisão de miliciano
Na manhã desta terça-feira, policiais da 82ª DP (Maricá) prenderam Renato Nascimento dos Santos, conhecido como Renatinho Problema. Ele é apontado como um dos líderes da quadrilha de Orlando Curicica e suspeito de envolvimento nas mortes da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes.
Além dos mandados cumpridos contra Renatinho (homicídio e associação criminosa, emitidos em junho de 2016 e em julho deste ano), ele e um ex-PM, identificado como Bruno Nascimento de Oliveira, o Monstrão, foram presos em flagrante, pois estavam em posse de um revólver e uma pistola Glock com alongador, além de munições das armas. A ação foi desencadeada com apoio da 4ª Divisão de Polícia Administrativa (DPA) — Região dos Lagos, Niterói e São Gonçalo.