Montanhas de escória estão muito acima do normalDivulgação
Por RAFAEL NASCIMENTO
Publicado 19/12/2018 13:48 | Atualizado 19/12/2018 17:56

Rio - A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) fez uma operação, nesta quarta-feira, na sede da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, no Sul Fluminense. O objetivo é identificar possíveis irregularidades no depósito de escórias e fumaças que estariam causando problemas na saúde dos moradores. A ação é coordenada pelo delegado Antônio Ricardo Nunes.

O DIA já mostrou com exclusividade que a DPMA tinha aberto um inquérito para apurar possíveis crimes, por exemplo, de destruição de vegetação (Art. 38); danos à Unidades de Conservação (Art. 40); destruição de florestas nativas (Art. 50); poluição (Art. 54); e exposição da vida ou a saúde de terceiros a perigo iminente (Art. 132), supostamente cometidos pela CSN e a empresa Harsco, que operam depósito de escória sem controle.

Segundo o delegado Antônio Ricardo Nunes, a CSN não tem nenhuma ação para regular a emissão de uma fumaça laranja de suas chaminés. Além do controle com a escória, que está em uma montanha muito acima do normal. "Estamos na Harsco que é uma empresa parceira da CSN que recebe esse material — a escória, que é um sub produto do aço. Depois que o minério de ferro é processado, sobram essas montanhas de escória, que está muito acima do que é normal e temos o receio que haja um desmoronamento e isso atinja o Rio Paraíba do Sul - que abastece varias cidades, inclusive o Rio".

"Nós observamos que há um descumprimento do depósito desse material que é a necessidade de coberturas. Existe uma lei Estadual que determina que esse material não pode ficar exposto ao tempo. Nós queremos entender qual é a parte da CSN e qual é o espaço da Harsco, já que eles dividem o terreno. Vamos analisar e ver qual é a responsabilidade de cada empresa. A licença ambiental da Harsco é de 2000 e isso nos causou um espanto. Eles alegaram que estão em um processo de renovação (da licença ambiental). Não sabemos a veracidade dessa informação", completou o delegado.

Em nota, a CSN informou que "trata-se de uma diligência habitual, referente a um inquérito aberto no primeiro semestre. A CSN está prestando todas as informações necessárias e apoiando as autoridades, como de costume".

 

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