Motorista da Uber é assassinada

Kátia Valéria teria sido estuprada e foi jogada em carro, que caiu no barranco, em Caxias

Por MARIA INEZ MAGALHÃES

Carro de Kátia foi achado por PMs, que prenderam um homem no local -

O que parecia ser um acidente de carro se revelou um homicídio. Ao pararem para ver um veículo em um barranco, policiais do 15º BPM (Duque de Caxias) encontraram o corpo da motorista da Uber Kátia Valéria Nunes Bastos, de 47 anos, no banco traseiro de um Gol preto. Edvaldo Felix Duarte dos Santos, que estava no carro, foi preso.

O veículo foi encontrado por volta de 1h de ontem, na Rodovia Washington Luiz, quilômetro 116, em Duque de Caxias. Há indícios de que Kátia tenha sido estuprada e asfixiada. De acordo com o delegado-titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Daniel Rosa, o crime, embora tenha sido contra mulher, não é feminicídio, mas homicídio.

"Feminicídio se caracteriza pela violência doméstica ou familiar com relação entre vítima e autor ou quando há menosprezo ou aversão ao sexo feminino. Não conseguimos detectar nenhuma dessas situações nesse caso. O fato de matar uma mulher, automaticamente, não significa o menosprezo ou s aversão ao sexo feminino", explicou o delegado.

Rosa contou que, na delegacia, Edvaldo disse que conhecia Kátia e que teve relação com ela, com consentimento da vítima. "Mas já sabemos que isso é mentira. Ele teria chamado a vítima pela Uber para fazer uma corrida. O destino ainda não sabemos", apontou.

CADASTRO CORTADO

Em nota, a Uber lamentou a morte de Kátia, avisou que baniu Edvaldo do cadastro de clientes e que vai colaborar com as investigações.

"Ficamos chocados em saber que a motorista parceira foi vítima desse crime terrível. A Uber repudia todo tipo de comportamento violento contra mulheres e acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos que envolvam qualquer forma de assédio ou violência".

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