Departamento Geral de Homicídios confirma suspensão de mudanças na Polícia Civil

Nos bastidores, a motivação é o assassinato da vereadora Marielle Franco e o motorista dela Anderson Gomes, mortos há 301 dias

Por RAFAEL NASCIMENTO

O subsecretário operacional da Polícia Civil, Fábio Barucke, o delegado Fábio Cardoso, o secretário da Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, o empossado Antônio Ricardo (DHGPP) e o secretário da PM, Rogério Figueiredo
O subsecretário operacional da Polícia Civil, Fábio Barucke, o delegado Fábio Cardoso, o secretário da Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, o empossado Antônio Ricardo (DHGPP) e o secretário da PM, Rogério Figueiredo -

Rio - Como O DIA já havia anunciado com exclusividade no último dia 2, as mudanças anunciadas pela Polícia Civil para as delegacias de homicídios do estado foram suspensas por enquanto. O anúncio oficial foi confirmado nesta quarta-feira pelo delegado Antônio Ricardo Nunes.

Nos bastidores, a motivação é o assassinato da vereadora Marielle Franco e o motorista dela Anderson Gomes, mortos há 301 dias.

Como o caso ainda não foi concluído, a nova gestão não quer mudar as equipes para que a investigação continue do ponto onde está, uma vez que já há indícios dos executores e do mandante dos assassinatos. Mudando o trabalho de mãos o crime levaria mais tempo para ser elucidado. O inquérito tem 18 volumes com 250 páginas cada.

Portanto, permanece à frente dessa investigação e da Delegacia de Homicídios da Capital (DH) o delegado Giniton Lages. O pedido para manter as equipes nas especializadas foi do delegado Antônio Ricardo Nunes, diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP) ao secretário da Polícia Civil Marcus Vinícius Braga.

Mas já está decidido que Lages deixará a DH quando os assassinatos de Marielle e Anderson forem elucidados. Para ocupar o lugar dele está cotado o delegado Daniel Rosa, atual titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Alguns motivos pesaram na escolha dele para a especializada. Rosa já foi delegado-adjunto da DH capital e tem conseguido resolver crimes na Baixada. No entanto, ainda não foi decidido quem vai para o lugar de dele na DHBF. Quem também permanece à frente da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) é a delegada Barbará Lomba. Os titulares das duas novas DHs, que serão construídas em Macaé, no Norte Fluminense; e Volta Redonda, no Sul do estado, ainda estão sendo decididos.

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