'Linha inicial de crime contra Martha Rocha é tentativa de latrocínio', diz Witzel

Segundo o governador, já há uma possível identificação dos criminosos. No entanto, ele disse que a polícia não descarta a hipótese de atentado

Por Gustavo Ribeiro e Luana Dandara*

Chegada do Governador Wilson Witzel na DH Barra para conversar com a Delegada Marta Rocha
Chegada do Governador Wilson Witzel na DH Barra para conversar com a Delegada Marta Rocha -

Rio - O governador Wilson Witzel afirmou, na tarde deste domingo, na Delegacia de Homicídios (DH) da capital, que uma das principais linhas de investigação sobre o crime sofrido pela deputada estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio, delegada Martha Rocha (PDT), é que foi uma tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte ou de graves lesões corporais). Segundo ele, já há uma possível identificação dos criminosos. No entanto, Witzel disse que a polícia não descarta a hipótese de atentado.

O carro onde estavam a parlamentar e seu motorista, o subtenente reformado da PM Geonisio Medeiros, foi atacado a tiros na manhã deste domingo, na Rua Belisário Pena, na Penha, e ele ficou ferido com disparo de fuzil em uma das pernas. Martha Rocha ia à missa na companhia de sua mãe. Ela relatou que o veículo foi emparelhado por outro, de onde um homem com touca, roupa e luvas pretas colocou o tronco para fora e atirou.

"Ouvindo o delegado Giniton (Lages, titular da DH Capital), muito experiente nessas investigações, juntamente com nosso secretário (da Polícia Civil) Marcus Vinícius (Braga), me foi informado que uma linha inicial é de que possivelmente foi uma tentativa de latrocínio, uma vez que já há outras ocorrências no local e a polícia já estava investigando esses meliantes que estavam ali praticando esse tipo de crime. Já há uma possível identificação e a polícia vai trabalhar, solicitar o mandado de prisão e vai atrás dessas pessoas que estão praticando esses crimes naquela região. Mais uma vez a Polícia Civil agindo de forma imediata, não é em razão da deputada Martha Rocha, mas está agindo assim para todo cidadão", disse Witzel aos jornalistas na tarde deste domingo.

"Há uma hipótese de roubos e latrocínios na localidade que está se adequando a essa realidade. Então é por isso que a polícia, que já estava investigando antes, na tentativa de formar o conjunto de provas para levar até o juiz e pedir a prisão daquele meliante, agora está se reforçando com essa situação", acrescentou.

Mais cedo, no entanto, Martha Rocha afirmou que foi informada pelo Disque-Denúncia sobre três ameaças de morte contra ela em novembro. "Recebi essas três denúncias que diziam que um segmento da milícia planejava atingir autoridades, dentre elas, em letras garrafais, estava o meu nome. Em reunião com os generais Braga Neto e Richard Nunes, eu disse que desejava uma análise de risco para dizer se as notícias tinham ou não fundamento. E comprei, em virtude dessas informações, um carro blindado de minha propriedade no fim do ano", contou a deputada.

Questionado sobre esse fato, Witzel disse que a possibilidade de atentado contra a parlamentar não está descartada e que recomendou proteção da Polícia Civil a ela. "Pedi ao secretário que determine uma escolta imediata para a delegada Martha Rocha, ainda não sabemos se é o caso de um atentado ou se é uma tentativa de latrocínio. De toda sorte, ela estará com escolta da Polícia Civil para poder proteger a vida dela como parlamentar", explicou Witzel.

"O atentado é uma das possibilidades, e por isso a determinação para que haja uma escolta. Não tinha conhecimento dessa situação que ela tinha sido ameaçada, e se tivesse imediatamente eu teria determinado a escolta para protege-la", acrescentou o governador.

Witzel voltou a destacar que o Estado não poupará esforços para investigar traficantes e milicianos. "Eu quero deixar bem claro que nós não teremos leniência na investigação de quem quer que seja do crime organizado, os participantes do narcoterrorismo e também os milicianos, que não deixam de ser outros também pertencentes a esse tipo de organização terrorista que vem atingindo o nosso estado do Rio. Não tenho compromisso com bandido e nem com vagabundo, meu compromisso é com a sociedade".

*Estagiária sob supervisão de Cadu Bruno

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