Maia diz que ataque a deputada é inaceitável e cobra esclarecimento do governo

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Rio - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse considerar inaceitável o ataque à deputada estadual e ex-chefe da Polícia do Rio, Martha Rocha (PDT). O carro onde estava a deputada foi atingido por tiros na manhã deste domingo, 13, na Penha, zona norte do Rio. A delegada não foi ferida, mas seu motorista foi atingido na perna direita.

"Presto minha solidariedade e apoio à deputada Martha Rocha (PDT), e seu motorista. São inaceitáveis e extremamente graves atentados como o ocorrido hoje contra a deputada e que, infelizmente, atingem diariamente muitos outros cidadãos do nosso Estado", disse Maia, em nota oficial.

"Tenho certeza de que o novo governo do Estado, que tem a agenda da segurança pública como uma prioridade, vai conseguir desvendar o ocorrido e garantir a integridade física à deputada e à sua família. A busca por um Estado do Rio com mais segurança e mais paz para as nossas famílias é urgente e de responsabilidade de todos."

Segundo a assessoria da parlamentar, Martha estava indo buscar a mãe, que mora no bairro, para ir para a igreja, no momento da ação. No caminho, um homem de capuz com um fuzil abordou o carro e atirou. Não se sabe se foi um assalto ou um atentado, segundo sua assessoria. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios.

O governador do Rio, Wilson Witzel, disse que possivelmente o crime foi uma tentativa de latrocínio - roubo seguido de morte ou de graves lesões corporais. Segundo ele, essa informação foi passada pelo delegado Giniton Lages, chefe da Divisão de Homicídios, e pelo secretário da Polícia Civil, Marcus Vinicius. A hipótese de atentado, no entanto, não está descartada.

A deputada relatou que recebeu uma ameaça vinda de um grupo da milícia no início de novembro. Segundo ela, a ameaça chegou três vezes pelo disque denúncia. O fato foi informado às autoridades do Rio.

Depois da ameaça, transmitida no dia 5 de novembro, ela comprou um carro particular blindado, já que o fornecido pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) não tinha esse equipamento. A blindagem não foi suficiente para lhe garantir segurança, já que estilhaços atingiram o seu motorista, um policial militar que lhe prestava serviços, no tornozelo.

 

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