Exposição online alerta para o feminicídio - Divulgação/Johnny Pacheco
Exposição online alerta para o feminicídioDivulgação/Johnny Pacheco
Por Ana Mello*

Rio - Arte registro contra o feminicídio foi lançada no dia 13 de janeiro, nas redes sociais, pelos irmãos Tatiana Sant'Ana e Felipe Santos. Em quatro dias, a publicação já teve mais de 30 mil acessos no Instagram. Por meio de fotos que remetem à expressão popular "em briga de marido e mulher não se mete a colher", os curadores pretendem trazer uma reflexão sobre a temática da violência de gênero.

"Meter a colher é trazer um novo olhar para que possamos ter outros assuntos gerados por meio desse assunto ruim (o feminicídio) que acaba violentando e vitimando uma família inteira e a sociedade", afirma Tatiana.

A curadora é jornalista e já sofreu com a violência psicológica. Para ela, a iniciativa de realizar uma exposição online sobre a temática do feminicídio serve para alertar e educar a sociedade. Tatiana ressalta que nem todas as mulheres conseguem proteção após serem vítimas de algum tipo de violência e, por isso, é preciso falar sobre o assunto.

"Trazer a arte é mostrar que as pessoas precisam criar novas pontes e seguir adiante. Hoje é um desejo que essas mulheres possam ser protegidas. E não somente a lei, mas a educação e a cultura sejam a base para humanizar a nossa sociedade, para fazer com que as pessoas possam falar abertamente a respeito da proteção da mulher."

Oito modelos de comunidades de São Gonçalo, Itaboraí, Niterói e Rio de Janeiro, foram escolhidas para participar do registro - Alessandra Santana, Queli Santana, Ya Mamede, Vanessa Gomes, Leila Souza, Ary Rodrigues, Márcia Rodrigues e Adri Couto. Duas delas já foram vítimas de violência e se emocionaram durante o ensaio. A exposição, feita em parceria com os fotógrafos Johnny Pacheco, Carlos Santana e Beto Padilha, teve o Museu do Amanhã como plano de fundo.

Exposição online alerta para o feminicídio - Reprodução/Johnny Pachecho
Sancionada em 2015, a Lei 13.104/2015 tipifica o feminicídio como crime de homicídio qualificado. Ele é praticado contra mulheres em razão da condição de ser do sexo feminino. Pode ser caracterizado como feminicídio agressões físicas ou psicológicas, abuso ou assédio sexual, tortura, mutilação genital, espancamentos e qualquer outra forma de violência que gerem a morte de uma "mulher", ou seja por exclusiva questão de gênero.

A exposição é dividida em duas partes, na qual a primeira traz uma perspectiva histórica do utensílio colher, um dos pontos chave da arte-registro. A segunda, tem imagens coloridas, criando uma nova história e perspectiva sobre a mulher.

A arte registro pode ser vista nesta página do Facebook e no Instagram.

Galeria de Fotos

Queli Santana se emociona durante registros. Reprodução/Johnny Pachecho
Exposição online alerta para o feminicídio Reprodução/Beto Padilha
Exposição online alerta para o feminicídio Reprodução/Johnny Pachecho
Exposição online alerta para o feminicídio Reprodução/Beto Padilha
Exposição online alerta para o feminicídio Reprodução/Johnny Pachecho

 

*Estagiária sob supervisão de Cadu Bruno

Você pode gostar
Comentários