Novas ações para reduzir crimes contra a mulher

Secretária promete parceria com outras pastas para atender vítimas de agressão

Por RAFAEL NASCIMENTO

Fabiana Bentes é ex-secretária
Fabiana Bentes é ex-secretária -

Rio - À frente de uma das principais secretarias do estado, a de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, a jornalista Fabiana Bentes, de 42 anos, tem como missão intensificar o apoio às mulheres, com objetivo prioritário de reduzir índices de agressão doméstica. Para isso, a Subsecretaria da Mulher será repaginada, e, a partir de hoje, terá o comando da delegada Sanda Ornelas. Uma das metas é integrar o trabalho com outras pastas, como a da saúde.

A solenidade de nomeação de Sandra acontece nesta segunda-feira, às 15h, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras.

"(A subsecretaria) veio para mim com organogramas falhos. Não tinha o atendimento que é preciso, não tinha equipe eficiente, como inteligência e integração", destacou a secretária. A expectativa da nova gestora é dar um acolhimento mais digno para as mulheres e, para isso, novas parcerias serão criadas com as secretarias de Saúde, do Desenvolvimento Econômico e Esporte e Lazer.

"A subsecretaria terá prevenção, atendimento, melhoria educacional e promoção. Chegamos a um nível de violência que retrata a impunidade. No entanto, quando damos uma mensagem que terá uma punição, freamos os casos", completou Fabiana.

Para reforçar o discurso, no Carnaval, a Secretaria fará duas ações de conscientização, uma com um abraço na Lagoa pelo fim da violência contra a mulher, com participação de três atletas. "Será para chamar a atenção e dizer que a mulher é livre e não merece ser agredida", apontou a secretária. A outra ação será no Rio Open (torneio de tênis), mas está guardada a sete chaves.

AMIZADE RIO LGBT

Outra preocupação da pasta é desmistificar que o Rio seja uma cidade homofóbica e, por isso, o programa Rio Sem Homofobia passará a se chamar Amizade Rio LGBT. "O que temos são problemas pontuais (de agressões). A partir de agora vamos trazer para a população agredida um melhor atendimento. Vamos acompanhar os casos até o fim. Também queremos levar uma mensagem de empatia para com a comunidade LGBT. Somos todos iguais", discursou Fabiana.

A redução de crimes será o foco. "Temos muitas questões de vulnerabilidade grave, tanto na área de assistência, como na de direitos humanos. Precisamos fazer uma nova reestruturação dos cargos para melhorar o que se perdeu", completou.

POLÍTICA DE ABATE

Indagada sobre a postura do governador Wilson Witzel de abate a quem estiver portando fuzil ilegalmente, a secretária é clara: "Nós, como Direitos Humanos, estaremos na proteção da vida sempre. Vou seguir a Declaração Universal de Direitos Humanos que é de trazer a dignidade para todas as pessoas", disse Bentes. "Carregar fuzil é crime hediondo. Uma pessoa que porta um fuzil em uma comunidade, ou qualquer lugar, deve ser presa", pontua.

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