Família que relatou preconceito em pousada tem apoio nacional

Associação Brasileira da Indústria de Hotéis lamentou o episódio

Por FRANCISCO EDSON ALVES

Professor universitário, Marco Antônio alega ter sofrido preconceito com a mulher, Zeni; a filha, Priscila, e Thiago
Professor universitário, Marco Antônio alega ter sofrido preconceito com a mulher, Zeni; a filha, Priscila, e Thiago -

Rio - Gestos de solidariedade foram recebidos durante todo o dia desta terça pela família do professor universitário e doutor em Filosofia e Teologia, Marco Antônio de Oliveira, de 53 anos, que registrou queixa na 166ª DP contra supostos crimes de racismo, preconceito, furto (de R$ 40), constrangimento ilegal e maus-tratos, por parte do arrendatário da Pousada Canto do Hibisco, na Ilha Grande, em Angra, Henrique de Santana.

O empresário, que postou ofensas na internet — como "...aqui nunca foi pra pobres, feios, e miseráveis" —, nega as acusações e também registrou o caso na polícia, se dizendo vítima.

"Nos sentimos abraçados, reconfortados. Até do exterior nos enviaram mensagens", declarou Priscila de Oliveira, 28, filha de Marco, que se hospedou na Hibisco com os pais e o namorado, Thiago, entre os dias 23 e 25. Só ontem, ela recebeu ofertas de estadias gratuitas de pelo menos dez pousadas pelo país.

Em nota, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis lamentou o episódio. "A ABIH-RJ não aprova qualquer tipo de preconceito".

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