Polícia Civil faz operação para prender PM que matou motorista da Prefeitura de Niterói

O soldado Felipe Mendes de Souza atirou em Bruno Gonçalves Crespo por causa da disputa de lugares em um bar de Itaipuaçu

Por RAFAEL NASCIMENTO

O policial Luiz Felipe Mendes de Souza
O policial Luiz Felipe Mendes de Souza -

Rio - Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) fizeram nesta quinta-feira, uma operação em Maricá para prender o PM Luiz Felipe Mendes de Souza. O soldado é apontado como o responsável pelo assassinato de Bruno Gonçalves Crespo, de 38 anos, motorista do chefe de gabinete da Prefeitura de Niterói. O crime aconteceu por volta das 5h do último dia 19 em um bar de Itaipuaçu, que fica no município da Região Metropolitana do estado.

Além de tentar prender Felipe, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão contra o soldado. Os agentes foram até a casa dele, mas ele não estava. Lá, foram encontrados a bermuda, dois anéis e o relógio usados por ele no dia do crime.

A expectativa dos policiais é que Luiz Felipe se entregue ou a Corregedoria da Polícia Militar o prenda.

Tiro pelas costas

De acordo com as investigações, que duraram cerca de 10 dias, momentos antes do crime, o policial, lotado no batalhão do Leblon (23º BPM), na Zona Sul da capital, discutiu com Bruno, que estava com a esposa, por causa da disputa de lugares no bar, que fica na Rua Professor Cardoso Menezes (conhecida como antiga Rua 1). 

Após a confusão, o policial saiu do local, foi em casa para pegar uma arma e voltou para executar o motorista. Ele passou pelo local dentro de um Chevrolet Onix branco, saiu do carro e atirou contra Bruno pelas costas.

O motorista Bruno Gonçalves Crespo - Arquivo Pessoal

Pedido de desculpas

Segundo o delegado Gabriel Poiava, que investiga o crime, a discussão teria acontecido após amigas de Bruno colocarem na mesa do PM um balde de cerveja. Testemunhas que estavam no local disseram que a própria vítima, em um determinado momento, chegou a pedir desculpas. Pouco tempo depois, quando Bruno deixava o estabelecimento, houve uma nova confusão.

"O policial vai dentro do carro, pega a arma e atira para o alto e em direção ao grupo, onde estava a vítima. Um disparo atinge Bruno nas costas", contou Poiava.

Segundo os investigadores, o PM mora a poucos quilômetros de onde cometeu o crime.

Filha de três anos

O motorista Bruno morava com a mãe em Niterói, era casado e tinha uma filha de três anos. No dia do crime, ele saiu de um churrasco com amigos e foi para o bar onde teve a confusão.

A família está aliviada pela decretação da prisão do PM. "Não vai trazer o meu primo de volta. Mas pelo menos a polícia identificou o autor e ele poderá ser preso", diz a prima Tatiana Crespo, que passou a manhã na DHNSGI na expectativa pela prisão do policial.

O PM momentos antes da discuss - Divulga

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O policial Luiz Felipe Mendes de Souza Arquivo Pessoal
O PM momentos antes da discussão com o motorista Divulgação / Polícia Civil
O motorista Bruno Gonçalves Crespo Arquivo Pessoal

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