MP do Rio acompanha investigação do incêndio no Ninho do Urubu

Instituição quer garantir a assistência psicológica e material dos adolescentes

Por O Dia

Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. -

Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou nesta sexta-feira, por meio da 5ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude, um procedimento administrativo para garantir os direitos dos atletas da base do Flamengo. O objetivo é certificar a assistência do clube aos adolescentes após o incêndio e assegurar o convívio com suas famílias.  

O presidente do clube, Rodolfo Landim, também precisará informar alguns detalhes sobre o auxílio prestado às vítimas ao Ministério Público do Rio até domingo. Os nomes dos atletas que estavam alojados no Centro de Treinamento, o apoio material e psicológico às famílias e a vinda dos familiares de fora do Rio terão que ser detalhados à Instituição.

Ação Civil Pública foi ajuizada em 2015

Em março de 2015, o MPRJ ajuizou uma ação civil pública para que o Clube de Regatas do Flamengo adotasse medidas para corrigir irregularidades no tratamento dado aos atletas residentes no Ninho do Urubu. Melhorias no local também faziam parte da ação, sob pena de fechamento do centro de treinamento.

Na ação, o MPRJ requer que sejam observadas pelo clube todas as peculiaridades inerentes ao serviço de acolhimento de crianças e adolescentes, desde o acompanhamento pedagógico, social, psicológico e médico, passando pela adequação das instalações do alojamento.

A investigação sobre o incêndio no Ninho do Urubu está sob o comando da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) e conta com o apoio do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ).

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