Por O Dia

O acidente envolvendo dois trens na estação de São Cristóvão, mudou a rotina de dezenas de pessoas que tinham compromissos naquela área da Zona Norte do Rio, como a manicure Silvana França,32 anos, que perdeu a aula de um curso. Outros chegaram atrasados porque ficaram acompanhando das escadas que dão acesso as plataformas o trabalho dos bombeiros no resgate do maquinista preso nas ferragens.

 Enquanto o relatório da perícia e o da sindicância da Supervia são concluídos, a malha ferroviária que atende a cidade do Rio de Janeiro e aos municípios da Baixada Fluminense é literalmente um comboio de problemas que vão da falta de acesso em diversas estações à cadeirantes, portadores de necessidades ou mães com carrinhos de bebê, passando por ocupação irregular as margens da linha férrea, lixo acumulado ou estações transformadas em shoppings de camelôs, como em Ramos, na Zona Norte do Rio.

Moradora em Belford Roxo a servente Rosimeri dos Santos, 53 anos, diz que aprendeu a conviver com os problemas." O intervalo entre um trem e outro chega a ser de 40 minutos.Tenho que viver com isso, fora os ambulantes que percorrem os vagões, oferecendo seus produtos aos gritos. Isso incomoda muito", garante.

A reportagem de O Dia percorreu alguns ramais e a constatação é que os problemas são muitos, principalmente em áreas dominadas pelo tráfico, onde os criminosos utilizam as passagens de nível como rota de fuga.

A Copa do Mundo e as Olimpíadas serviram para a modernização de várias estações que ganharam rampas, elevadores e outras melhorias, mas isso não impediu que uma área próxima a estação de Manguinhos ganhasse barracos e lixo.

As estações que não atenderiam ao público dos eventos ganharam reformas para dar um aspecto melhor. Em Ramos os acessos são escuros e com escada, inclusive para se chegar a bilheteria. A situação se repete em outras estações do ramal de Saracuruna, como Braz de Pina, Cordovil e Olaria.

A estação de Parada de Lucas conta com acessos, inclusive rampas que servem aos mototaxistas e motoboys que passam em velocidade.

No ramal de Deodoro o cenário é igual, escadas para se chegar as plataformas, como em Oswaldo Cruz.

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