Estacionamentos com cancelas, supostamente controlados por milicianos, serão investigados

Paramilitares estariam cobrando taxas de até R$ 120 na região do Itanhangá

Por O Dia

Prefeitura vai fiscalizar bloqueios, mas só depois do carnaval
Prefeitura vai fiscalizar bloqueios, mas só depois do carnaval -

Rio - A Prefeitura do Rio fiscalizará, através de agentes da Secretaria de Infraestrutura e Habitação, com apoio “de forças de segurança”, denúncias de moradores de várias comunidades da região do Itanhangá, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, de que milicianos estariam fechando ilegalmente ruas com cancelas e cobrando taxas – entre R$ 50 e R$ 120 por mês – para estacionamento de veículos. O assunto foi veiculado neste sábado pelo site G1. Em nota, o governo municipal ressaltou que vai checar se as referidas vias têm autorização ou não para estarem fechadas com esse tipo de barreira.

“Como o local em questão é Área de Especial Interesse Social (pública), a fiscalização caberá à Secretaria de Infraestrutura e Habitação. É importante salientar que por tratar-se de área conflagrada, qualquer operação deve contar com o auxílio das forças policiais”, diz o trecho de uma nota emitida pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU).

“Os paramilitares cobram taxas até de motos (R$ 80), além dos carros. Isso é uma afronta absurda”, desabafou um morador de uma via fechada no altura da Vila da Paz, na Estrada do Itanhangá. Na região, pelo menos três cancelas estariam sob controle de milicianos, abrangendo ainda o Sítio Pai João. “É uma vergonha termos que pagar por estacionar em vias públicas”, lamentou outro internauta, pelo Facebook.

Moradores se queixam que, além de serem ameaçados para pagar as taxas até o dia 14 de cada mês, conforme cópia de recado de suposto miliciano, publicada também em redes sociais, as cobranças sofreram até reajuste de valores. Na semana passada, o grupo que controla o esquema, anunciou que só terá direito às chaves que abrem e fecham as cancelas, quem estiver em dia com os pagamentos. As cancelas também serviriam para o controle de fornecedores clandestinos de água, gás e até cerveja.

Em nota, a Polícia Militar ressaltou que “o fato requer investigação da Polícia Civil”. “Em caso de possível crime encaminharemos a demanda para a Secretaria de Estado de Polícia Civil, responsável por investigações. A Polícia Militar está à disposição das demais instituições para operações em conjunto assim como atuará se houver flagrante de crime”. A Polícia Civil, por sua vez, ainda não se pronunciou sobre o assunto.

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Recado por WhatsApp que miliciano teria enviado para moradores Reprodução

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