De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, em 2019, até 3 de junho, foram registrados 66 casos autóctones de febre amarela silvestre no estado e 12 deles evoluíram para morte - Luciano Belford / Ag
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, em 2019, até 3 de junho, foram registrados 66 casos autóctones de febre amarela silvestre no estado e 12 deles evoluíram para morteLuciano Belford / Ag
Por Simone Ronzani*

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) descartou, nessa sexta-feira, o risco de surto de meningite meningocócica na cidade. Segundo o órgão, o único caso que segue sendo monitorado pela Superintendência de Vigilância em Saúde, desde o dia 11, é o da aluna do pré-vestibular do Colégio Pensi, unidade Tijuca II, que está estável e fora de perigo. O tipo de meningite que acometeu a estudante ainda não foi divulgado.

Os profissionais de saúde do Centro Municipal de Saúde Heitor Beltrão visitaram a escola. Foram adotadas medidas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, como verificação das cadernetas de vacinação dos estudantes, atividades educativas e palestras. Os alunos da turma da estudante infectada também receberam quimioprofilaxia.

“É fundamental que a caderneta de vacinação esteja sempre atualizada. Essa é a medida mais eficaz na prevenção e erradicação da meningite”, destacou o médico de Saúde Pública, Jerônimo Correa.

Sem casos de suspeita de contágio na escola, a SMS orienta que qualquer dúvida seja tirada no posto de saúde mais próximo.

Prevenção

A manutenção do ambiente sempre arejado é uma importante medida de prevenção, principalmente nos meses frios, mas apenas a vacinação pode prevenir a doença de forma mais eficaz. As vacinas contra meningite pelo Bacilo da tuberculose e por Haemophilus influenzae do tipo b, já fazem parte do calendário básico do Programa Nacional de Imunizações. Estão disponíveis nos Postos Municipais de Saúde.

A partir do ano de 2010 as vacinas contra meningite por Pneumococos (10 valente) e Meningococos C passaram a estar disponíveis na rede pública de saúde para crianças menores de 2 anos de idade. As vacinas contra os tipos A, C, W, Y e B da doença meningocócica e 13 valente contra as meningites pneumocócicas estão disponíveis na rede privada e são recomendadas pelas Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm).

Existem três tipos de vacina contra a meningite meningocócica

Meningocócica C Conjugada - contra o tipo C da bactéria. Vacina eficaz a partir dos 2 meses de idade. Protege por cerca de 5 anos, por isso, a recomendação de reforços. Recomendada para crianças e adolescentes. Disponível na rede pública (para menores de 2 anos) e em clínicas de vacinação da rede privada.

Meningocócica Conjugada Quadrivalente ACWY- contra os tipos A, C, W e Y da bactéria. Vacina recomendada a partir dos 12 meses de idade. Protege por cerca de 5 anos, por isso, a recomendação de reforços. Recomendada para crianças e adolescentes. Disponível na rede privada, nas clínicas de vacinação.

Meningocócica B - contra o tipo B da bactéria. Vacina eficaz a partir dos 2 meses de idade. Recomendada para crianças e adolescentes. Disponível na rede privada, nas clínicas de vacinação.

Calendário de Vacinação contra a Doença Meningocócica, de acordo com a SBP e SBIm

• 3 meses: Meningocócica C conjugada e Meningocócica B;

• 5 meses: Meningocócica C conjugada e Meningocócica B;

• 7 meses: Meningocócica B;

• 12 a 15 meses: Meningocócica conjugada ACWY (ou Meningocócica C conjugada) e Meningocócica B.

• 5 a 6 anos: Meningocócica conjugada ACWY (ou Meningocócica C conjugada)

• 11 anos: Meningocócica conjugada ACWY (ou Meningocócica C conjugada) Para adolescentes nunca vacinados:

• Meningocócica conjugada ACWY (ou Meningocócica C conjugada) = duas doses com intervalo de 5 anos entre elas.

• Meningocócica B = duas doses com intervalo de 1 mês entre elas.

*Especial para O Dia

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