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MP do Rio cumpre 30 mandados de prisão contra traficantes de Rio das Ostras

Até 10h30 tinham sido cumpridos 17 mandados de prisão nas ruas, 13 contra criminosos que já estavam presos, uma prisão em flagrante e a apreensão de um menor. Também foram encontrados mais de 20 celulares nas celas dos alvos

Por O Dia

Mais de 20 celulares, além de outros materiais e drogas, foram apreendidos nas celas dos alvos da operação do MP contra o tráfico de drogas em Rio das Ostras
Mais de 20 celulares, além de outros materiais e drogas, foram apreendidos nas celas dos alvos da operação do MP contra o tráfico de drogas em Rio das Ostras -

Rio - O Ministério Público do Rio (MPRJ), através do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e com a Polícia Civil do Estado, fazem nesta quarta-feira a operação "Toy" para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra 38 denunciados por tráfico de drogas que atuam em comunidades de Rio das Ostras, no interior do estado. Até 10h30 tinham sido cumpridos 17 mandados de prisão nas ruas, 13 contra criminosos que já estavam presos, uma prisão em flagrante e a apreensão de um menor. O caso foi registrado na 146ª DP (Campos).

A operação "Toy" tem o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), do 32º BPM (Macaé) e da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen). Na denúncia, de 27 de fevereiro, é apontado que, entre novembro de 2017 e fevereiro de 2019, os criminosos atuaram em bairros e comunidades Nova Cidade, Ilha, Liberdade, Mafu, Gelson e Centro. Segundo o MP, eles são ligados à facção TCP (Terceiro Comando Puro). 

Mesmo preso desde novembro de 2017, Fernando Lemos Gonçalves, o "Bruxo", apontado como o chefe do tráfico, continuava dando ordens e coordenando a quadrilha. A denúncia do Gaeco diz que ele era "diretamente auxiliado" pelos "gerentes gerais" Diego Luiz Monteiro da Silva, o "Brinquedo" ou "Rei do Ouro", e Douglas Rosa de Souza, o "Drogba", que passavam as orientações e monitoravam os demais integrantes do bando.

Apreensões dentro das celas

Além dos mandados de prisões cumpridos contra os 13 denunciados já presos, foram realizadas várias apreensões dentro das três cadeias onde estão os alvos. No total, 22 celulares foram encontrados nas celas dos alvos da operação.

No presídio Carlos Tinoco da Fonseca, na cela de sete alvos foram encontrados 18 celulares, uma carcaça de outro aparelho, 13 chips, três fones de ouvido, 12 carregadores, duas baterias, 201 sacolés de pó branco, que seriam cocaína, 20 sacolés de erva seca, supostamente maconha, além de várias anotações. Tudo foi levado para a 146ª DP.

Já na Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho foram apreendidos quatro celulares, quatro carregadores e anotações diversas, também nos cubículos dos quatro alvos dos mandados. Nas duas cadeias, as apreensões estavam em área comum. O material será levado para a 34ª DP (Bangu). No Presídio Nilza Santos, onde uma mulher que faz parte da quadrilha está presa, nada foi encontrado.

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