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Universidade cria comissão para investigar caso de cão que teria sido jogado de prédio

Em nota, UBM destaca que a faculdade é a principal interessada em esclarecer o assunto, que vem causando comoção na Web

Por FRANCISCO EDSON ALVES

Rio - O Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), no Sul do estado, anunciou  agora há pouco, depois de uma coletiva, que criou uma comissão interna para para apurar o sumiço de um cão vira-lata, que teria sido supostamente jogado da janela do segundo andar da faculdade, no Centro da cidade, por dois funcionários, na tarde de segunda-feira. Há depoimentos na internet dando conta de que o cão teria morrido, mas não há confirmação oficial.

Em nota (ver a íntegra mais abaixo), a instituição informou que a comissão conta com integrantes da comunidade acadêmica, administrativa, estudantes e representantes de instituições da sociedade civil. "A UBM comunica que, até o momento, não há conclusão definitiva do caso, que segue em apuração, considerando as diversas versões que foram divulgadas sobre o assunto", destacou o texto.

Estudantes usaram as redes sociais para denuncia que  dois funcionários do UBM,  localizado na Rua Vereador Pinho de Carvalho, teriam tentado expulsar o animal - que tinha entrado numa sala de aula, após ter seguido um dos alunos. Como não conseguiram, porém, acabaram dominando o animal com violência e o jogando de uma altura superior a 10 metros.

 Ainda de acordo com a nota, o Centro Universitário de Barra Mansa garantiu que "não houve atendimento a nenhum cão na Clínica de Pequenos Animais do UBM e nenhuma morte de algum animal nas dependências do campus na tarde de segunda-feira". O UBM informou que o circuito interno de câmeras de monitoramento no segundo andar não está funcionando, o que dificulta a apuração do caso. A direção da faculdade comunicou que em princípio, a apuração do acaso ficará a cargo da própria instituição, "sem a participação de uma investigação policial".

Ainda durante a coletiva, da qual participaram jornalistas da região, a reitoria informou que a aluna que publicou as primeiras mensagens na rede social sobre o assunto foi localizada, mas que até o momento não prestou maiores esclarecimentos à instituição.  Segundo o relato da aluna, ela teria visto um cachorro no segundo andar do prédio "sendo enxotado por duas funcionárias que faziam a manutenção do andar", e que, em seguida, ouviu um choro, que seria do cão.

Finalizando a nota oficial, o UBM garantiu ser contra "contra qualquer tipo de maus tratos aos animais e repudia atos desta natureza. A instituição está à disposição para quaisquer dúvidas e esclarecimentos", finalizou a nota. Só até esta tarde, mais de 100 mil internautas teriam compartilhado e feito comentários sobre o assunto pelo Facebook, instagram e outras redes virtuais.

 Segundo estudantes que se dizem testemunhas, mesmo ferido e sangrando, o cão, assustado, teria fugido para fora da instituição. As especulações de que o cachorro teria morrido, gerou centenas de postagens em diversos canais da internet, cobrando punição para os funcionários.

MORTE - No dia 13, um cachorro morreu, depois de ter sido submetido espancado pela tutora, em Valença, também no Sul Fluminense. Uma idosa, de 60 anos, que seria a tutora do animal, foi levada para a 91ª DP para prestar esclarecimentos.

A idosa, de 60 anos, assumiu ter batido nele com um chinelo e foi levada para a 91ª Delegacia de Polícia (Valença), onde foi autuada por maus tratos a animais e liberada.

ÍNTEGRA DA NOTA DO UBM

O UBM — Centro Universitário de Barra Mansa — informa que para averiguação de um suposto caso de maus tratos a um cachorro dentro da instituição, foi criada uma Comissão Interna. Esta Comissão conta com integrantes da comunidade acadêmica, administrativa, estudantes e representantes de instituições da sociedade civil. O UBM comunica que, até o momento, não há conclusão definitiva do caso, que segue em apuração, considerando as diversas versões que foram divulgadas sobre o assunto.

Esclarecemos também que não houve atendimento a nenhum cão na Clínica de Pequenos Animais do UBM e nenhuma morte de algum animal nas dependências do campus na tarde de segunda-feira (18), quando teria acontecido o suposto acidente.

Reiteramos, ainda, que a instituição é a principal interessada em esclarecer o ocorrido. Portanto, assim que tivermos uma conclusão definitiva, iremos comunicar a todos. Por fim, reforçamos que o UBM é contra qualquer tipo de maus tratos aos animais e repudia atos desta natureza. A instituição está à disposição para quaisquer dúvidas e esclarecimentos.

 

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