Ana Cristina com Orlando: ele teria forjado uma história de assalto - Arquivo Pessoal
Ana Cristina com Orlando: ele teria forjado uma história de assaltoArquivo Pessoal
Por O Dia

Rio - Dois homens acusados de cometer o crime de feminicídio acabaram sendo julgados pelo tribunal do tráfico. Na noite de quarta-feira, Orlando Farias Silva, de 21 anos, foi morto com dois tiros supostamente disparados por traficantes da comunidade Beira Rio, na Pavuna, Zona Norte do Rio, após ter sido acusado de matar a própria namorada. Suspeito de ter assassinado a ex, Claudio Henrique Mendes dos Santos, o CH da Viradouro, foi executado por traficantes do Complexo do Viradouro, em Niterói. O corpo dele foi encontrado carbonizado na manhã de terça-feira, no Largo da Batalha.

Na Pavuna, a vítima de feminicídio foi a adolescente Ana Cristina de Oliveira Sacramento, de 16 anos, que estaria grávida. Ela foi morta por Orlando, que a baleou na cabeça por volta das 13h de quarta. O namorado, então, montou uma versão falsa: levou Ana Cristina ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, e disse que ela teria reagido a um assalto na praça do Jardim América, onde eles estariam lanchando. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu na sala de cirurgia.

Na manhã desta quinta-feira, a família de Ana Cristina estava abalada na porta do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, para onde ela foi levada pelo namorado. Eles contaram que não sabiam do relacionamento que a jovem mantinha. Também não sabiam que ela estava grávida. "Os vizinhos nos disseram que ouviram um barulho de tiro e logo depois viram o Orlando saindo com a Ana nos braços, toda ensanguentada. Ele estaria nervoso e a trouxe ao hospital", conta Diana Azvor, que é tia da adolescente.

Na casa da jovem foi encontrada uma mochila com roupas dela. Os familiares não sabem dizer se ela estaria preparando uma fuga com o namorado ou para a casa de parentes. "Nós temos familiares em São João de Meriti, então pode ser que ela tenha pensado em ir para lá por causa da gravidez, mas não temos como confirmar", acrescenta outra parente da adolescente morta.

Horas depois, o corpo de Orlando foi encontrado próximo a uma igreja no bairro onde mora. As duas mortes estão sendo investigadas pela Divisão de Homicídios (DH). 

Outro caso semelhante em Niterói

Thatyane Brites, de 24 anos, foi morta pelo ex-namorado Claudio Henrique Mendes dos Santos, o CH da Viradouro, que era integrante do tráfico local. Ela foi executada após ir a um baile funk na comunidade para trabalhar vendendo doces e cigarros, na madrugada do dia 23 deste mês. Ele a retirou de lá e a executou.

Dois dias depois, foi morto por ordem do tráfico, segundo investigação conduzida pela Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG). Para a polícia, CH da Viradouro foi executado a mando do chefe do tráfico local, Jerônimo Resende Teixeira, o Jê Gatinho, que está preso. Ele ordenou que um dos seus 'gerentes', Marcos Patrick da Silva Aquino, o Tiquinho, matasse o autor do feminicídio. CH da Viradouro foi morto com tiros na cabeça. Os traficantes, então, colocaram o corpo dele em um veículo e atearam fogo.

Segundo a polícia, o casal estava separado há mais de um ano. Após o rompimento, CH da Viradouro teria ordenado que a ex não fosse mais à comunidade.

Você pode gostar
Comentários