Promotor de festa no Terreirão presta novo depoimento à polícia

Maria Fernanda Lima, 20 anos, morreu ao encostar em grade energizada no local; delegada interdita a área e cobra da Rioluz laudos das vistorias

Por Antonio Augusto Puga

Ela cursava Odontologia na Universidade Veiga de Almeida
Ela cursava Odontologia na Universidade Veiga de Almeida -

Rio - O organizador da festa Puff Puff Bass no Terreirão do Samba, Victor Freitas, deve prestar novo depoimento nesta segunda-feira na 6ª DP (Cidade Nova). A delegada Maria Aparecida Mallet interditou por tempo indeterminado o local onde foi realizado o evento — na madrugada deste sábado, Maria Fernanda Lima, 20 anos, morreu ao encostar em uma grade energizada.

Segundo a policial este novo depoimento do organizador da festa poderá contribuir no trabalho da Polícia Civil. "Estamos aguardando o responsável pelo evento para saber maiores da detalhes da festa e de tudo o que ocorreu no local", disse.

A delegada não descarta que um tapume de ferro possa ter causado algum dano na rede subterrânea de eletricidade do Terreirão. "Somente com o laudo da perícia poderemos afirmar com certeza o que causou o choque em Maria Fernanda Lima. No entanto, o administrador do Terreirão, Sérgio Luiz Noronha, disse em seu depoimento que a Rioluz não fez vistoria na rede subterrânea, apenas na caixa de força e na rede aérea. Por isso, estou cobrando da Rioluz os laudos das vistorias feitas no Terreirão, além de uma série de outros questionamentos", afirmou Aparecida Mallet.

"Também estamos intimando uma outra participante, Maria Luisa, que recebeu um choque elétrico no mesmo instante que a Maria Fernanda. O depoimento dela é muito importante nas investigações. Queremos identificar ainda uma funcionária que fazia a limpeza dos banheiros que teria avisado as pessoas sobre áreas que estariam dando choque", explicou Mallet.

O evento promovido pela Puff Puff Bass não tinha autorização do Corpo de Bombeiros ou da polícia, apenas da Secretaria de Cultura do município.

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