Vigilância Sanitária orienta consumidores sobre produtos da mesa da Semana Santa

Após as inspeções prévias, técnicos dão dicas do que deve ser observado na hora da compra do pescado

Por O Dia

Vigilância Sanitária faz orientação sobre produtos da mesa da Semana Santa
Vigilância Sanitária faz orientação sobre produtos da mesa da Semana Santa -

Rio - Depois das inspeções prévias que passaram por 69 estabelecimentos conferindo as condições de higiene e a qualidade do bacalhau, frutos do mar, pescado em geral e chocolates, entre outros produtos procurados nesta época da Semana Santa, a Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses da Prefeitura do Rio iniciou nesta terça-feira, as ações de orientação ao consumidor, reforçando com o comércio normas a serem seguidas.

Uma equipe de 12 fiscais da Coordenação de Alimentos do órgão que é vinculado à Secretaria Municipal de Saúde percorreu os nove boxes do Mercado do Produtor da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, alertando para os principais aspectos a serem observados na hora da compra do pescado fresco.

Coordenadora de Alimentos da Vigilância, a médica-veterinária Aline Borges reforça dicas básicas que atestam a qualidade do produto e ajudam a prevenir os riscos à saúde da população.

"Os olhos têm que ocupar toda a órbita, com as guelras avermelhadas, as escamas com aderência e a textura firme. Outro fator é o ventre. Só compre peixes com o ventre íntegro, pois quando se rompe é um alerta de estágio avançado de alteração. Já o camarão tem que estar inteiro, não pode ser vendido descascado e sem cabeça, isso é proibido. Verifique se há manchas negras na cabeça e no corpo, o que é mais sinais de alteração. Para os moluscos bivalves, como mexilhão e vongole, as valvas devem estar cerradas. As abertas denunciam que o molusco morreu e tem alteração. Para a segurança, o ideal é comprar em locais de confiança e nunca levar produtos sem rotulagem, que contém a procedência, validade e outras informações fundamentais para evitar riscos", ensina.

 

A coordenadora ressalta que a qualidade do pescado depende, exclusivamente, da adoção de boas práticas em todas as etapas da produção: pesca, espécie do pescado, limpeza, método de salga, controle da temperatura e umidade durante o armazenamento, transporte, distribuição e ainda a avaliação constante das características normais do produto. Para tanto, a Vigilância do Rio vem priorizando as orientações aos comerciantes sobre a importância de observar e cumprir critérios definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

"O comerciante deve seguir os protocolos dos órgãos reguladores e o consumidor tem que estar atento à higiene dos estabelecimentos e conferir o rótulo de cada produto, onde há informações importantíssimas, como procedência, validade e temperatura de armazenamento. Já a Vigilância, mais do que fiscalizar, atua na prevenção dos riscos à saúde pública. Para isso, ampliamos as orientações, triplicamos as capacitações e intensificamos as prévias em eventos diferenciados, como o Carnaval e a própria Semana Santa. Essa estratégia trouxe resultados muito positivos, e nos permitiu avançar na redução de riscos", comemora Márcia Rolim, subsecretária de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses.

Como identificar o verdadeiro bacalhau

O pescado salgado seco é elaborado com peixe limpo, eviscerado, com ou sem cabeça e tratado pelo sal (cloreto de sódio). Nestas características, existem cinco espécies comumente comercializados, mas apenas duas delas consideradas bacalhau: o gadus morhua (Cod) e o gadus macrocephalus. Veja como identificar.

Gadus morhua (Cod) - É o bacalhau do Atlântico Norte, também conhecido no Brasil como bacalhau do Porto ou Porto Morhua. Normalmente é feito do peixe maior, mais largo e com postas mais altas, apesentando coloração palha e uniforme, quando salgado e seco.

Gadus macrocephalus - É o bacalhau do Pacífico, conhecido como bacalhau Portinho ou Codinho. É muito semelhante ao primeiro, mas não se desmancha em lascas. É fibroso e não tem o mesmo paladar.

As demais espécies de pescado salgado seco são saithe, ling e zarbo.

Saithe - Tem musculatura mais escura e sabor mais forte.

Ling – É bem claro e mais estreito que os demais. Tem um bom corte e é muito apreciado no Brasil.

Zarbo - Mais popular e geralmente menor que as demais espécies, com lascas mais duras.

 

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