Formandos lesados não tiveram festa e registraram ocorrência na 16ª DP (Barra)
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Formandos lesados não tiveram festa e registraram ocorrência na 16ª DP (Barra) Reprodução redes sociais
Por O Dia

Rio - Centenas de universitários pagaram pela formatura dos sonhos, mas quando chegaram ao local da celebração, na noite deste sábado, descobriram que o evento tinha sido cancelado pela ausência da empresa contratada, a Aloha Formandos. O baile aconteceria na casa de festas Ribalta, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, e reuniria alunos de oito cursos de universidades públicas e particulares. O caso foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca). 

Segundo relatos das vítimas, eles pagaram entre R$ 2,5 mil a R$ 3,5 mil pela realização da festa. No local do evento, as portas estavam fechadas e havia um cartaz da administração da casa de festas que explicava que a Aloha Formandos não cumpriu com sua parte no acordo financeiro e, por isso, o evento foi cancelado.

Diversos estudantes usaram as redes sociais para relatar o ocorrido.

"Estou chorando por ver que eu e minha família perdemos dinheiro, perspectiva e sonhos na mão dessa empresa.. Aos 18, comecei a trabalhar para custear meus estudos e só Deus sabe como doeu ter que parar um período por desemprego. A questão não é festa, é o momento. Momento o qual esperávamos muito para comemorar esses anos de luta", escreveu uma universitária. 

"Vocês têm noção de que a Aloha Formandos conseguiu estragar o meu sonho? Meus pais batalharam pra me dar isso e simplesmente foi tudo pelo ralo", disse outra formanda. 

"É revoltante, triste, dá uma sensação de frustração muito grande. Você se doa, você luta para ter o seu, estuda, trabalha, dá o seu jeito, se aperta, recebe ajuda, raspa com a unha, mas você corre atrás dos seus sonhos. Era pra estarmos em êxtase, comemorando esse dia incrível. Um prejuízo irreparável e incalculável. Fomos pegos de surpresa, prontas, com gastos de aluguel de roupa, sandália, maquiagem e transporte. Um dano moral e civil sem tamanho", afirmou mais uma estudante. 

De acordo com a 16ª DP (Barra da Tijuca) o caso foi registrado e está sendo analisado. O proprietário da empresa e o responsável pelo estabelecimento onde o evento seria realizado estão sendo intimado para prestar depoimento.

Estudantes também foram lesados em Macaé 

Vinte e quatro estudantes dos cursos de administração e engenharia de produção da Faculdade Miguel Ângelo da Silva Santos (FeMASS), em Macaé, no Norte Fluminense, também foram lesados pela Aloha Formandos. 

Segundo relatos dos universitários, cinco horas antes da festa, a empresa enviou uma mensagem de texto a um dos representantes da comissão de formatura com o aviso de que o evento não seria realizado. Os alunos desembolsaram mais de R$ 4 mil, divididos em parcelas pagas desde 2016. 

"O dono da Aloha, Rodrigo Anjos, encaminhou um arquivo relatando o cancelamento do baile e imediatamente todos os celulares da empresa foram desligados, acabou o contado, o site fora do ar e 24 sonhos destruídos. Demos então a notícia triste para a turma, que obviamente, ficaram arrasados e incrédulos, como nós. A reunião da turma ocorreu então em outro lugar: delegacia", relatou uma universitária.

O DIA tentou entrar em contato com a Aloha Formandos, mas até a publicação desta reportagem ninguém foi encontrado para comentar o ocorrido. 

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