UPA Pediátrica da Ilha do Governador, no Cocotá. Juliana Teixeira Brás e sua filha Mirella Teixeira - Foto: Daniel Castelo Branco / Agência O Dia
UPA Pediátrica da Ilha do Governador, no Cocotá. Juliana Teixeira Brás e sua filha Mirella TeixeiraFoto: Daniel Castelo Branco / Agência O Dia
Por RAFAEL NASCIMENTO

Rio - Famílias que procuraram atendimento para os filhos na UPA Pediátrica da Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, na manhã desta quarta-feira enfrentaram longas horas de espera para que as crianças fossem atendidas. A unidade de saúde do Estado tem problemas desde sábado quando faltou oxigênio para bebês internados no local. As crianças tiveram que ser transferidas para outro lugar. O problema foi denunciado pela rádio CBN.

A dona de casa Juliana Teixeira Braz, 31 anos, chegou à UPA nesta quarta-feira, às 8h, com a filha Mirella TeixeIra Araújo, de 8 anos, e às 13h ainda não havia sido atendida. Foi a segunda vez em 24 horas que ela tentou atendimento na unidade. Neste domingo, Juliana levou a criança à  UPA porque estava com febre alta.

UPA Pediátrica da Ilha do Governador, no Cocotá - Foto: Daniel Castelo Branco / Agência O Dia -

"Ela passou somente pela triagem. Mandaram voltar para casa. Caso o estado de saúde piorasse, eu deveria voltar com minha filha. Mirella piorou e tive retornar para ser avaliada pelo pedriatra, só que até agora ela não foi atendida. Cheguei às 8h, são 13 horas e estamos esperando", reclamou Juliana, que mora na Freguesia.

A balconista Graciane Pereira, 38 anos, enfrenta o mesmo problema. A filha Larissa Pereira, de 2 anos, foi diagnosticada com catarro no pulmão e ficou aguardando ser atendida. Segundo a mãe da menina, a UPA está superlotada mas, apesar da demora no atendimento, destacou o trabalho dos médicos. "Os pediatras fazem o que podem. Mas o lugar está lotado e falta medicamento", denunciou ela.

Procurada a Secretaria Estadual de Saúde ainda não retornou o contato.

 

Falta de oxigênio

Devido à falta de oxigênio, três bebes tiveram que ser transferidos para outras unidades de saúde nesse domingo. Lorenna Gomes de Araújo, de apenas 1 mês e 20 dias, foi encaminhada para o Hospital Municipal Jesus, em Vila Isabel, na Zona Norte. Bryan Guedes de Azevedo, de oito meses, foi para o CER do Leblon, na Zona Sul. O estado de saúde dos dois é considerado estável.

O caso mais grave é o de Fabrício Oliveira dos Santos, de quatro meses, internado no Hospital Fernandes Figueira, no Flamengo, na Zona Sul. A saturação de oxigênio no sangue do bebê ficou abaixo de 60%, quando o nível considerado ideal é acima de 95%.

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