Núbia Cozzolino é presa por ocultar documentos da prefeitura de Magé

A prisão da ex-prefeita de Magé e ex-deputada estadual ocorreu com base na investigação que aponta a ocultação de documentos da prefeitura da cidade para benefício próprio e em prejuízo ao município. Ela já tinha sido presa em 2018

Por O Dia

Núbia Cozzolino, ex-prefeita de Magé, foi presa pelo Ministério Público do Rio
Núbia Cozzolino, ex-prefeita de Magé, foi presa pelo Ministério Público do Rio -
Rio - Núbia Cozzolino, ex-deputada estadual e ex-prefeita de Magé, foi presa na manhã desta sexta-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), e com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ). A prisão ocorreu com base na investigação que aponta a ocultação de documentos da prefeitura da cidade para benefício próprio e em prejuízo ao município.

Núbia já tinha sido presa em outubro do ano passado por falsificação de documentos judiciais. A denúncia que provocou a prisão de hoje aponta que, em 1º de novembro de 2018, durante a deflagração da segunda fase da Operação Resgate, foram localizados e apreendidos 459 procedimentos administrativos da prefeitura municipal de Magé no escritório da denunciada Núbia Cozzolino. Segundo o MPRJ, ela ocultava os documentos de forma indevida desde a época em que foi afastada do cargo de prefeita por decisão judicial, em 2009.

A retirada desses documentos das dependências da prefeitura teve o propósito de ocultar centenas de ilegalidades constantes desses autos, diz o MP. Ela foi denunciada por supressão de documento público, cuja pena é de dois a seis anos de prisão. Núbia Cozzolino foi levada para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho.
Clã de Magé

Os promotores de Justiça citam que a família Cozzolino domina a política de Magé há mais de 30 anos. Núbia foi deputada estadual entre 1995 e 2004. Em 2004, foi eleita prefeita do município e reeleita em 2008. Foi afastada do cargo pela Justiça em 2009. Durante o governo, várias ações civis públicas por atos de improbidade administrativa foram ajuizadas por indícios de desvios de verbas públicas, abusos e improbidade.

Em janeiro de 2016, outra ação do Ministério Público, resultou na prisão de vários integrantes do clã Cozzolino. A Operação Terra Prometida decretou a prisão preventiva de Andereson Cozzolino, à época presidente da Câmara de Vereadores de Magé. A ex-deputada estadual Jane Cozzolino e o ex-prefeito de Magé, Rozan Gomes, também foram alvos da ação.

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