PM recebe oito veículos com UTI para atender feridos em ação

Além de mais armamento, a corporação tem promovido cursos e também adquirido outros equipamentos na tentativa de diminuir a vitimização policial

Por Maria Inez

As ambulâncias foram doadas pelo Gabinete de Intervenção Federal
As ambulâncias foram doadas pelo Gabinete de Intervenção Federal -
Rio - De 2014 até maio deste ano, a Polícia Militar contabilizou o triste número de 131 mortos em serviço. Nesse mesmo período, 1.599 PMs ficaram feridos em combate. O ano de 2016 foi o mais violento, quando a corporação sofreu 41 mortes e 405 policiais feridos, todos em ação. Os dados são da Polícia Militar. Além de mais armamento, a corporação tem promovido cursos e também adquirido outros equipamentos na tentativa de diminuir a vitimização policial.
E os mais novos deles já chegaram. São oito ambulâncias UTI com todos os equipamentos necessários para que o ferido receba atendimento até chegar ao hospital, como desfibrilador, respirador e outros.
"Teremos capacidade para resgatar e salvar vidas no meio do fogo cruzado, na zona de confronto", explicou a comandante do Grupamento Especial de Salvamento e Ações de Resgate (Gesar), tenente-coronel médica Myriam Broitman.
Os veículos foram doados pelo Gabinete de Intervenção Federal e chegaram com duas semanas de antecedência, por isso ainda estão sendo montados, mas, de acordo com a comandante, logo estarão prontos para o socorro da tropa.
As novas unidades vão substituir as cinco usadas atualmente, que estão sucateadas e em uso há dez anos. A vida útil recomendada de um veículo como esse, de acordo com o Ministério da Saúde, é de 3 a 6 anos.
Das oito ambulâncias, seis ficarão no Gsar e as outras duas vão para os dois hospitais da PM, um no Estácio e outro em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Além dos veículos, mais de 2.200 entre viaturas operacionais e de serviço, o GIF adquiriu para a PM 15 mil pistolas, 15 coletes balísticos e 1.500 fuzis.
"Nos primeiros cinco meses deste ano conseguimos reduzir em mais de 60% o número de óbitos de policiais militares, em serviço e durante a folga, em relação ao mesmo período do ano passado. É uma vitória, mas não há motivo para comemorações. Estamos ainda muito distantes do cenário que projetamos. O tema vitimização policial é prioridade absoluta do comando da corporação. Estamos intensificando uma série de ações para vencer esse desafio", garantiu o secretário da PM Rogério Figueredo.
Com recursos oriundos da própria corporação, serão compradas mais cinco ambulâncias para atendimento básico, entregues 1.700 viaturas, além de 30 novos blindados compactos até o fim deste ano. 
Treinamento para todo tipo de resgate 
Para atuar no socorro aos feridos durante as ações policiais é preciso fazer o Estágio de Socorrista Tático, do Grupamento Especial de Salvamento e Ações de Resgate (Gesar).
A ação faz parte da nova etapa na requalificação profissional da Polícia Militar do Rio, que segue as diretrizes estabelecidas na portaria do Ministério da Defesa, publicada no ano passado.
"Além das operações, estamos capacitados para socorros, resgates e salvamentos em terra, mata, na água, na montanha e em grandes eventos", explicou a comandante do Gesar, tenente-coronel médica Miriam Broitman.
Uma dessas ações aconteceram no ano passado, num dos pontos turísticos mais importantes do Rio: o Pão de Açúcar, que chegou a ser fechado. Uma troca de tiros entre bandidos de favelas próximas e policiais deixou um PM ferido, que foi resgatado pelo Gesar.
A capacitação de policiais na área de resgate e socorro está prevista para acontecer ao longo deste ano. Na última semana, mais uma turma se formou.
"Sempre acompanhamos as operações, mas há um ano e meio voltamos a investir no grupamento e as nossas instruções têm ajudado a diminuir as sequelas de combate e mortes", comemora a comandante.

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