Virada de mesa a favor da Imperatriz divide opiniões em Ramos, bairro da agremiação

Decisão tomada em reunião da Liesa, na segunda-feira, manteve a Verde e Branca no Grupo Especial

Por LUIZ PORTILHO

Gabriel Ribeiro está feliz com a virada: a Imperatriz dá lucro ao bar dele
Gabriel Ribeiro está feliz com a virada: a Imperatriz dá lucro ao bar dele -
Rio - A decisão da maioria das escolas de samba para manter a Imperatriz Leopoldinense no Grupo Especial em 2020, tomada em reunião na segunda-feira, deu o que falar. Em Ramos, bairro da Zona Norte que abriga a Verde e Branca, há quem descorde da decisão. Porém, tem quem não se importe com a 'vidada de mesa' que fez a agremiação escapar do Grupo de Acesso.
"A Imperatriz merece essa segunda chance, pois é a salvação do nosso bairro. Quando tem samba por lá, eu vendo bastante. Ela é a nossa escola", disse Gabriel Ribeiro, 40 anos, dono de um bar nas proximidades da quadra da Verde e branca.
Já Paulo Antunes, mesmo sendo um frequentador assíduo e vizinho da escola, não concordou com a decisão que fez até Jorge Castanheira se afastar da presidência da Liga Independente das Escoas de Samba (Liesa). "Não acho certo virar a mesa. Se desceu, cmo vai subir assim? Tantas outras escolas tradicionais desfilaram no Grupo de Acesso depois que caíram. A Estácio de Sá é um exemplo. A Imperatriz não poderia ter aceito isso, também. Ela deveria saber o momento certo de voltar ao Grupo Especial", disse o gari, de 49 anos.
O vendedor de frutas Pedro Silva, 76 anos, segue a mesma linha. "Isso está totalmente errado. A Imperatriz não teve competência para permanecer no Grupo Especial. Então, tem de cair", disse. 

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