MPRJ investiga milicianos acusados de abusos sexuais na Zona Oeste

Denúncia foi feita por moradores, através de um grupo de Whatsapp. Criminosos impõem toque de recolher aos moradores, que pagam até uma espécie de IPTU

Por O Dia

Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) investiga a atuação de 12 integrantes que atuam na região de Santa Maria, na Taquara, na Zona Oeste do Rio. As investigações foram conduzidas pelo GAECO/MPRJ e pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) que, nesta terça-feira, prendeu Marcos Silva da Rocha, vulgo Bicudo, apontado como uma das principais lideranças da milícia atuante na região. A denúncia foi feita por moradores, através de um grupo de Whatsapp com a DRACO.  
Segundo a denúncia, um traço marcante da organização criminosa é a utilização de violência e covardia contra todos aqueles que, de alguma forma, atrapalhem seus interesses, seja pela recusa do pagamento das 'taxas', pela tentativa de fuga dos monopólios comerciais ou pelo acionamento das autoridades de segurança pública. Moradores e comerciantes, com alguma frequência, tiveram seus imóveis invadidos, bens roubados, e sofreram agressões físicas, inclusive com casos de mulheres estupradas.

De acordo com o MPRJ, a organização é caracterizada pela divisão de tarefas, com a presença de membros incumbidos da gestão do esquema criminoso; seguranças designados para proteção pessoal dos chefes do bando; soldados; cobradores ou recolhedores; e olheiros. O grupo pratica crimes como extorsão a moradores, comerciantes e prestadores de serviço (pela ‘oferta’ de segurança), roubos, estupros, lesões corporais, exploração de sinais clandestinos de internet, tv a cabo e monopolização da venda de botijões de gás e água, além de receptação de veículos e cargas roubadas, com utilização de armas de fogo, inclusive restritas, e explosivos. 

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