Furna da Onça: TRF-2 começa a ouvir testemunhas de acusação e defesa

Na audiência prevista para a tarde desta segunda-feira, o relator decidirá se também ouvirá o ex-governador Sérgio Cabral, arrolado pela defesa de Chiquinho da Mangueira

Por O Dia

Políticos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foram presos na Operação Furna da Onça
Políticos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foram presos na Operação Furna da Onça -
Rio - O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) começa a ouvir, a partir desta segunda-feira, testemunhas de acusação e de defesa no âmbito da operação Furna da Onça, que prendeu sete deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Os depoimentos, que serão colhidos pelo desembargador federal Abel Gomes, da 1ª Seção Especializada do TRF2, serão realizados hoje, terça-feira, quinta-feira e sexta-feira, sempre a partir das 13h. Entre as testemunhas que serão ouvidas estão outros parlamentares da Alerj. Na audiência desta segunda-feira, o relator decidirá se também ouvirá o ex-governador Sérgio Cabral, arrolado pela defesa de Chiquinho da Mangueira.
A operação Furna da Onça, ocorrida em 8 de novembro de 2018, foi um desdobramento da Operação Cadeia Velha, que levou para a prisão os ex-presidentes da Alerj Jorge Picciani e Paulo Melo. Os deputados estaduais Chiquinho da Mangueira (PSC), André Correa (DEM), Marcos Abrahão (Avante), Marcelo Simão (PP), Luiz Martins (PDT) e Marcos Vinícius Neskau (PTB) e Coronel Jairo são acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada, principalmente no Detran-RJ.
Também foram alvos da operação o então secretário de Governo de Luiz Fernando Pezão, Affonso Monnerat; o presidente do Detran-RJ, Leonardo Silva Jacob e seu antecessor Vinícius Farah, que tinha sido recém-eleito deputado federal pelo MDB. Eles são investigados pela distribuição de outro tipo de vantagem ilícita: cargos públicos e vagas de trabalho em empresas fornecedoras de mão de obra terceirizada, principalmente para o Detran.
Segundo o MPF, os deputados repartiam os postos do Detran de acordo com suas áreas de influência política, para indicarem os nomeados. Essas indicações viabilizavam a ingerência desses políticos sobre o Detran local, possibilitando desenvolverem seus próprios esquemas criminosos. Monnerat foi alvo de prisão por ter aparecido em conversas telefônicas e em planilhas encontradas na Operação Cadeia Velha como intermediador de indicações políticas de mão de obra terceirizada.
No dia 23 de maio, a 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), decidiu, por cinco votos a zero, receber a denúncia e tornar réus os cinco deputados estaduais presos na Operação Furna da Onça. As prisões também foram mantidas pelos desembargadores, com apenas um voto divergente. O único que cumpre prisão domicilitar é Chiquinho da Mangueira.
Posse a suplentes
Sérgio Loubak (PSC) e Sérgio Fernandes (PDT) ocupam agora os cargos que eram originalmente de Chiquinho de Mangueira (PSC) e de Luiz Martins (PDT). Eles e mais três parlamentares foram eleitos nas últimas eleições, mas acabaram foram presos na Furna da Onça. Todos tentavam tomar posse dos cargos mesmo da prisão. 
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