Desabamento na Muzema ocorreu em abril e matou 24 pessoas - Hudson Pontes/Prefeitura do Rio
Desabamento na Muzema ocorreu em abril e matou 24 pessoasHudson Pontes/Prefeitura do Rio
Por RAFAEL NASCIMENTO
Rio - A Polícia Civil pediu, nesta quarta-feira, a manutenção da prisão de Rafael Gomes da Costa, de 26 anos, apontado como um dos vendedores dos apartamentos que caíram na comunidade da Muzema, no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio. Tragédia, que matou 24 pessoas, completa dois meses nesta quarta.

De acordo com Adriana Belém, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), o corretor se entregou no dia 18 de maio e o pedido de manutenção foi feito para manter o ritmo das investigações. "Pedi a renovação porque estamos em diligências e ele poderia atrapalhar as investigações. Pedimos que a população indique onde estejam os outros responsáveis pela construção dos prédios".
Rafael Gomes - Reprodução


Rafael é acusado de homicídio por dolo eventual ao lado de outros dois suspeitos. No dia 19 de abril, o Tribunal de Justiça havia decretado a prisão preventiva dele, José Bezerra de Lima, o Zé do Rolo, e Renato Siqueira Ribeiro. A dupla, no entanto, segue foragida. A polícia fluminense trabalha em parceria com investigadores de Pernambuco e Paraíba. É que os dois suspeitos podem estar nestes dois estados do Nordeste.
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Últimas vítimas liberadas
As duas últimas vítimas do desabamento da Muzema receberam alta, na última sexta-feira, do Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul do Rio. Paloma Paes Leme e Rafael Paes Leme foram resgatados nos escombros do edifício no dia 12 de abril.

Mãe e filho ficaram internados por quase dois meses, enquanto se recuperavam de lesões nas pernas. Ela e o filho foram atingidos pelo desabamento enquanto tentavam fugir do prédio.

Apesar de Paloma e Rafael terem sobrevivido à queda do prédio, outros três filhos da mulher e o seu esposo não conseguiram ser retirados com vida dos escombros.

"Um vizinho bateu na minha porta e disse: 'o prédio está caindo vizinha, vamos sair'. Eu acordei as crianças e mandei eles descerem correndo, mas não sabia que a parte debaixo já estava caindo. As crianças foram descendo e foi tudo caindo, depois não vi mais nada", contou Paloma em entrevista à TV Record.

Paloma só foi avisada que três de seus filhos e seu marido foram mortos dias após ser internada. "Foi um choque. Até hoje é um choque pra mim. Eu sinto muito só de falar, fico muito mexida com isso. Mexe muito com meu emocional", lembrou a mulher.