Renan Saad foi preso no dia 1º de Julho e levado à sede da Policia Federal no Rio - Ricardo Cassiano
Renan Saad foi preso no dia 1º de Julho e levado à sede da Policia Federal no RioRicardo Cassiano
Por Beatriz Perez
Rio - O procurador do Estado do Rio Renan Miguel Saad, acusado pela Lava Jato do Rio de desvios na construção da Linha 4 do metrô, foi solto nesta quarta-feira. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio. A Procuradoria da República no Rio de Janeiro (PRRJ) esclareceu, por meio de assessoria, que o procurador foi solto porque o prazo de sua prisão temporária se esgotou. 
A prisão chegou a ser prorrogada no último dia 5 pelo juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Criminal Criminal do Rio. Mas, o prazo da nova prorrogação se encerrou nesta quarta.
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Renan Miguel Saad foi preso no dia 1º de julho, suspeito de ter proferido pareceres favoráveis aos interesses das construtoras operantes nas obras da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro e recebido vantagens indevidas por isso. Segundo a investigação, Renan Miguel Saad teria recebido R$ 1,3 milhão através da Odebrecht, dentro do esquema do ex-governador Sérgio Cabral, para dar pareceres favoráveis e alterar trajeto da Linha 4 do Metrô. Na época, Saad era assessor jurídico chefe da Secretaria de Estado de Transportes (SETRANS), nomeado por Cabral.
A defesa de Saad, em nota divulgada no dia 6 de julho, manifestou indignação de seu cliente quanto às acusações que lhe estão sendo imputadas relacionadas ao processo licitatório das obras de implantação da linha 4 do metrô, e sobre as quais "não lhe foi oferecido, minimamente, o direito básico de defesa".
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O procurador reafirma que o processo de licitação das referidas obras seguiu rigidamente todos os trâmites e protocolos legais vigentes à época, inseridos na política de transportes determinadas pela então governança do Estado do Rio de Janeiro. E considera absurdas "as ilações sem qualquer fundamento envolvendo seu nome em supostos atos ilícitos relacionados a outros processos legais na Procuradoria".