Ambientalistas contabilizam que o local que poderá receber o autódromo guarda 200 mil árvores, que constituem a Floresta do Camboatá, último remanescente de Mata Atlântica de terras baixas - Divulgação
Ambientalistas contabilizam que o local que poderá receber o autódromo guarda 200 mil árvores, que constituem a Floresta do Camboatá, último remanescente de Mata Atlântica de terras baixasDivulgação
Por O Dia
Rio - A Procuradoria Geral do Município (PGM) do Rio de Janeiro suspendeu a liminar que impedia a assinatura do contrato com a empresa Rio Motopark, para a construção do Autódromo de Deodoro. No final de julho, o Ministério Público Federal fez um pedido para que as obras aguardassem a realização do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) e a Justiça Federal tinha suspendido licitação. 
A decisão da 10ª Vara Federal do Rio de Janeiro acatou argumentos da PGM, afirmando que, entre a assinatura do contrato e o início das obras do autódromo, há um prazo de até 24 meses e, sendo assim, os estudos ambientais poderão ser realizados e apresentados pela empresa. Durante esse período, o MPF poderá se manifestar.
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De acordo com o edital de licitação, a licença ambiental prévia é condição para a construção do autódromo. Mas, a obtenção dessas licenças é obrigação do consócio vencedor, sendo necessário que a Rio Motopark e o Município firmem um contrato de PPP (Parceria Público-Privada).
Ainda de acordo com o edital, a empresa será também responsável pelo custeio e execução das medidas que venham a ser exigidas pelo EIA/RIMA para a obtenção das licenças ambientais.