'Ele falou que todos iam voltar com história pra contar, mas ele não', diz refém após sequestro de ônibus

Criminoso pegou o ônibus na subida da Ponte, no Mocanguê, pediu pro motorista parar o carro, apagar as luzes e que todos fechassem as cortinas do veículo

Por Thuany Dossares

Sequestrador foi morto por sniper da Polícia Militar
Sequestrador foi morto por sniper da Polícia Militar -
Rio - "Ele falou que não ia machucar ninguém e que não queria levar nada de ninguém", foi assim que o administrador Luã Tavares, de 24, descreveu a primeira abordagem de Willian Augusto da Silva, 24 anos, que sequestrou um coletivo na Ponte Rio-Niterói por mais de quatro horas e manteve 39 pessoas reféns nesta manhã. Ainda segundo ele, o criminoso pegou o ônibus na subida da Ponte, no Mocanguê, em Niterói, pediu pro motorista parar o carro, apagar as luzes e que todos fechassem as cortinas do veículo. "Todos acharam que fosse um assalto, mas ele falou que todos iam voltar com história pra contar, mas ele não". 
"Ele já foi na intenção de se matar, mas não tinha coragem, queria que alguém matasse ele. Fez uma refém fazer o trabalho pra ele e prendeu todo mundo com lacre. Ele jogou gasolina no ônibus todo e ficava com o isqueiro perto da gasolina. Ameaçava dizendo que 'se a polícia encostasse no ônibus, ele colocava fogo'. Foram cinco horas de terror", desabafou a vítima. 
O administrador ainda contou que Willian estava calmo e brincava com a situação. "Ele ficava andando com um get (lata de tinta), bebendo energético e fazendo piada com os passageiros. Ele falava: 'Tá com a perna dormente? Quer correr aqui no corredor?'".
Após quase cinco horas de terror, o sequestrador foi atingido por um atirador de elite da Polícia Militar. "Ele saiu do ônibus, ouvimos os disparos. Pensamos até que ele estava atirando contra a polícia, mas avisaram que tinha acabado (o sequestro). Tiraram uma vida, mas foi o que nos aliviou", completou Luã.

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