Polícia Civil estoura fábrica clandestina de linha chilena na Praça Seca

Agentes encontraram diversos equipamentos usados para a fabricação da linha, além de dois carretéis cheios do material pronto

Por O Dia

Imóvel com diversos equipamentos para produção de linha chilena foi localizado na Praça Seca
Imóvel com diversos equipamentos para produção de linha chilena foi localizado na Praça Seca -
Rio - Policiais da Delegacia do Consumidor (DECON) estouraram, na tarde desta quinta-feira, uma fábrica clandestina de linha chilena, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio. O dono da residência, que fica na Rua Capitão Menezes, não foi encontrado, mas compareceu à delegacia e confessou que fabricava o material. 
Segundo a Polícia Civil, agentes foram ao endereço após denúncias anônimas feitas ao Linha Verde, programa do Disque Denúncia, e encontraram diversos equipamentos usados para a fabricação da linha, além de dois carretéis cheios do material pronto. O dono do imóvel não foi localizado. Posteriormente, ele foi para a DECON e confessou que fabricava o material, mas alegou que havia parado de produzir há três meses. Ele vai responder por crime contra as relações de consumo, com pena prevista de dois a cinco de prisão.
Linha chilena: em duas semanas comissão recebeu mais de 80 denúncias
Campo Grande, Bangu, Deodoro, Sulacap e Jacarepaguá, na Zona Oeste; além de Quintino, Madureira, Cascadura e Vila Isabel, na Zona Norte, foram os bairros mais citados nas 84 ligações registradas pelo número 0800.285.2121, que a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal disponibilizou para receber denúncias da população sobre a comercialização e fabricação de linha chilena. Os dados foram registrados até o dia 16 de agosto.
Ainda de acordo com a comissão, foram registradas ainda ligações de moradores dos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Belford Roxo. Todas as informações recebidas são encaminhadas para o delegado Mario Andrade, titular da Delegacia do Consumidor (Decon), que se colocou à disposição da comissão e ficará responsável em apurar a veracidade das informações.
"É muito importante que as pessoas continuem denunciando não só aqui na Câmara Municipal, como também no Linha Verde e no Disque Denúncia. Vale lembrar que não há a necessidade de se identificar. Precisamos acabar com esse comércio que vem mutilando e tirando vida de pessoa. Essa atividade que antes era uma simples brincadeira, hoje tornou-se algo letal para as pessoas e principalmente motociclistas. Não queremos proibir que elas deixem de soltar pipa; mas essas linhas são verdadeiras armas, pois são compostas por óxido de alumínio e algodão, tendo um poder de corte quatro vezes maior que o do tradicional cerol, que é feito de cola de madeira e vidro", disse a vereadora Vera Lins, presidente da comissão.
A lei determina ainda que o infrator, em se tratando de pessoa jurídica, poderá sofrer sanções que vão desde ao pagamento de multa no valor de R$ 2 mil, sendo esse valor acrescido em 50 vezes em caso de
reincidência, até o fechamento do estabelecimento. No caso da comercialização da linha chinela em feiras livres ou camelódromo, o proprietário poderá ter sua permissão de funcionamento cassada.
Denúncias
Em julho deste ano a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal do Rio criou o Disque Linha Chilena/Cerol para receber denúncias sobre a comercialização e uso do produto. Ambos os materiais sçao proibidos por lei. As denúncias não exigem identificação e serão encaminhadas aos órgãos responsáveis pelo combate a esse tipo de crime. O número é 0800 285 2121 e o atendimento é das 10h às 17.

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Imóvel com diversos equipamentos para produção de linha chilena foi localizado na Praça Seca Divulgação
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