Incêndio no Hospital Badim: Três bombeiros já receberam alta; um agente continua em observação - Gilvan de Souza / Agencia O Dia
Incêndio no Hospital Badim: Três bombeiros já receberam alta; um agente continua em observaçãoGilvan de Souza / Agencia O Dia
Por O Dia
Rio -  Três dos quatro bombeiros que precisaram ser internados enquanto trabalhavam para apagar o incêndio que atingiu o Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio, já receberam alta. De acordo com o Corpo de Bombeiros, apenas um agente segue em observação no Hospital Central Aristarcho Pessoa, no Rio Comprido, também na Zona Norte.
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Onze pessoas morreram no incêndio de grandes proporções que atingiu o Hospital Badim, na noite desta quinta-feira. Na ocasião, havia 103 pacientes internados. Elas foram levadas para vários hospitais particulares e públicos da capital e de Duque de Caxias. Os mortos seguiram para o Instituto Médico Legal, em São Cristóvão.
O prefeito Marcelo Crivella visitou o hospital nesta manhã e declarou luto oficial de três dias. "Conversando com os bombeiros, (soube que) tivemos um incêndio que iniciou no gerador. Não foi circuito elétrico. Normalmente os incêndios são feitos em circuito elétrico. Aqui foi no gerador. É uma coisa que nos causa profunda estranheza e o laudo vai sair nas próximas horas. O laudo vai dizer, inclusive, se houve alguma ação criminosa, mas desgraçadamente acidentes ocorrem no Rio, no Brasil e no mundo", disse. 
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O prefeito disse ainda que andou pelo hospital e afirmou que ele tinha todos os equipamentos previstos em lei. "Andei pelo prédio, vi extintor de incêndio, vi porta corta-fogo, escadas para retirar a fumaça, escadas que têm exaustão. A Polícia Civil e os bombeiros estão vindo para cá para encontrar as causas do incêndio. É difícil identificar nesse momento porque o prédio tinha todos os equipamentos previstos em lei", garantiu.
Questionado sobre o que ele acreditava ser a causa do incêndio, Crivella afirmou que tudo tem que ser investigado mas ressaltou a "estranheza" com a possibilidade do fogo ter iniciado no gerador. "Peço a Deus que eu esteja errado. Tem que ser investigado se houve alguma sabotagem porque um motor que gera energia pegar fogo... normalmente o fogo vem da imprudência das pessoas, que acendem fogo em material que depois se alastra e eles não conseguem controlar ou vem de circuito elétrico. Todos os equipamentos previstos em lei existiam no local. Existiam profissionais permanentemente no hospital. Tinha brigada de Incêndio".
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Perícia
Uma equipe do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) está no Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio, desde às 8h desta sexta-feira. A perícia está sendo realizada no local. De acordo com o delegado Roberto Ramos, da 18ª DP (Praça da Bandeira), é "prematuro" falar em incêndio criminoso. "Os peritos ainda estão fazendo essa investigação. O local está de difícil acesso, há muita fuligem. O local está quente e com muita fumaça, por isso estamos aguardando pra ter um acesso melhor a essa localidade. Já acessamos o subsolo e o térreo, que são o nosso foco agora", afirmou.
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"É complemente prematura a possibilidade de incêndio criminoso. Nós somos técnicos, fazemos avaliação técnica e para isso a perícia da Polícia Civil está aqui", pontuou.
Roberto Ramos também disse que não há a possibilidade de existirem novas vítimas dentro do hospital. "Os bombeiros já bateram todo prédio e não há possibilidade de ter mais vítimas lá dentro. Estamos com um número elevado de vítimas e estamos monitorando, porque, no caso, pode ocorrer novos óbitos [de pessoas que foram retiradas do local]. O número de vítimas pode aumentar, porque pessoas fragilizadas de saúde foram socorridas e podem vir a óbito.".