Corpo do pedreiro José Pio Baía Junior - Reginaldo Pimenta / Agência O Dia
Corpo do pedreiro José Pio Baía JuniorReginaldo Pimenta / Agência O Dia
Por O Dia
Rio de Janeiro - Policiais da Delegacia de Homicídios da Capital vão realizar, nos próximos dias, uma reprodução simulada para tentar descobrir de onde partiu o tiro que matou José Pio Baía Júnior, de 45 anos. O pedreiro morreu em cima de uma casa, na Vila Kennedy, na terça-feira, enquanto trabalhava. A informação foi confirmada pelo titular da DH, delegado Daniel Rosas.
O objetivo é saber a trajetória do projétil que acertou o pedreiro nas costas e de que direção e local teria partido o tiro de fuzil. Ao ser atingido, quatro policiais militares do 14º BPM (Bangu) realizavam uma operação em uma via que margeia a comunidade. Segundo a corporação, a ação era para inibir o roubo de carros e de cargas. No entanto, criminosos teriam atirado contra os agentes, que revidaram.
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Pelo ferimento ocasionado, peritos já sabem que o tiro que acertou Júnior foi disparado por um fuzil. No exame cadavérico, realizado no Rio de Janeiro, não foi possível arrecadar fragmentos. O corpo foi levado para Minas Gerais, onde foi enterrado no distrito de Cachoeira Alegre. A versão de tiroteio foi contestada por moradores da comunidade.
A família também acredita que o disparo tenha sido feito por um dos quatro agentes que estavam na
operação, entre eles, uma mulher. Por conta disso, pretendem processar o Estado e contrataram uma advogada. Na quarta-feira, na porta do Instituto Médico Legal (IML), um dos irmãos de Júnior classificou a morte como uma tragédia. "Meu irmão morreu com um prego na mão e o martelo do lado. A arma dele era um martelo. Ele foi executado", afirmou Janilson Baía.
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"A viatura já estava saindo da comunidade, os policiais estavam praticamente na Avenida Brasil, quando viram meu irmão e os dois ajudantes na laje. Alguns PMs saíram da viatura e uma policial mulher, uma loira, pelo que contaram, atirou de baixo para cima. O pessoal começou a falar que era trabalhador", descreveu o irmão, ainda no IML.
O Governo do Estado chegou a entrar em contato com a família e se ofereceu para custear o enterro, mas os custos foram pagos pela Prefeitura da cidade mineira de Barão de Monte Alto, terra natal do pedreiro.