Seminário põe em debate o uso do gás natural

Evento reforçou a importância do combustível para a economia e até para a saúde da população

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Augusto Salomon, presidente da Abegás, reforçou o potencial do gás
Augusto Salomon, presidente da Abegás, reforçou o potencial do gás -

Rio - Aconteceu nesta sexta (25), o segundo e último dia do 2º Seminário Internacional Mobilidade a Gás Natural. O evento, promovido pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), visa debater uso do gás e mobilidade urbana após abertura do setor no Brasil.

O evento reuniu empresários do setor automotivo e transportes, representantes do governo,agentes fomentadores de políticas públicas, associações do setor, pesquisadores,concessionárias de gás canalizado, consultores e profissionais interessados no tema durante os dois dias de palestras.

"Com as medidas de abertura do setor de gás natural, o país precisa discutir medidas efetivas para aliar oferta e demanda. Com o aumento da produção do Pré-Sal, e a importação em bases competitivas, o Brasil tem que criar demanda firme e aproveitar todo esse potencial", afirmou o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

Dentre os temas discutidos durante o evento, um, em especial, chamou a atenção dos participantes. Uma pesquisa, até então inédita, aponta que a qualidade do ar pode matar mais de 127 mil brasileiros em 7 anos. 

Autor da pesquisa, o Instituto Saúde e Sustentabilidade estudou a qualidade do ar das seis principais regiões metropolitanas do Brasil. Com os números, estimou que a poluição do ar pode ser responsável pela morte de 127.919 pessoas do Brasil até 2025. Além disso, será culpada também por quase 70 mil internações em decorrência de problemas respiratórios, cardiovasculares ou problemas no pulmão.

O número alarmante reforça como o GNV pode ser benéfico em relação ao diesel, combustível amplamente utilizado pela frota de ônibus brasileira. Caso 50% da frota de ônibus deixe de usar diesel e adote o GNV até 2025, cerca de 10 mil mortes podem ser evitadas. Em termos de custos, a redução resulta em uma economia em gastos públicos em saúde de R$ 8,8 milhões. 

Ou seja, as vidas salvas e internações evitadas com a inclusão do GNV em 50% dos ônibus anualmente, representam a diminuição de 41% da mortalidade e internações públicas causadas pelos gases provenientes do diesel.

Uma das patrocinadoras e participantes do evento, a Naturgy esteve representada pela CEO da empresa, Katia Repsold. A executiva reforçou que as mudanças regulatórias no estado do Rio podem alavancar o mercado de gás.

"O grupo Naturgy já participou da liberalização do mercado do gás em diversos lugares do mundo. Esse é um fator primordial para melhorar a competitividade do mercado. É importante que os clientes possam comprar diretamente seu gás, assim como precisamos ter maneiras de fazer o produto chegar nas distribuidoras de uma forma eficiente e mais barato", concluiu a Repsold.

 

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