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Publicado 27/10/2019 00:00

Segundo estimativa da Polícia Civil, 3,5 mil fuzis estão nas mãos de bandidos, o que representa um grande volume considerando o total existente no estado (10 mil). O delegado Marcos Vinícius Amim, da delegacia Especializada em Armas Munições e Explosivos (DESARME), reforça: "O contrabando de cigarro é uma das fontes de renda de milícias e facções criminosas".

Mas há quem não compactue com a atividade criminosa. Dono de uma pastelaria em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, há 30 anos, um comerciante de 55 anos também vende cigarros legais e se recusa a colocar na vitrine os contrabandeados. "A pessoa (vendedor) chega no meu balcão, senta, pede um cafezinho e começa a conversar, perguntando se eu não tenho interesse em colocar um cigarro mais barato e mais lucrativo para vender. Se eu não gostaria de ganhar R$ 20 a mais num pacote".

Situada próximo a duas comunidades, a pastelaria recebia visitas frequentes dos criminosos. "Há uns três anos não me procuram mais, eles sabem como eu trabalho", comenta.

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