Glicia, de 16 anos, sonhava em ser médica: morta por ciúmes - Arquivo Pessoal
Glicia, de 16 anos, sonhava em ser médica: morta por ciúmesArquivo Pessoal
Por ANDERSON JUSTINO e RAI AQUINO
Rio - Parentes da adolescente Glicia Kely de Jesus Almeida, de 16 anos, morta a tiros pelo namorado na tarde de domingo, reafirmaram o que a Polícia Civil havia informado de que a jovem foi assassinato por causa de ciúmes dele. Por volta das 15h de ontem, Jeferson Silva de Carvalho, 31, deu um tiro na cabeça da namorada, na altura da testa, no Morro do Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.
Na manhã desta segunda-feira, familiares de Glicia estiveram no IML de São Cristóvão para a liberação do corpo da jovem. O enterro dela ainda não está confirmado.
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"Ele era muito ciumento e não sabíamos desse histórico de agressões. Era um cara mais velho e a gente esperava que ele fosse cuidar dela e não cometer um assassinato", desabafou a tia da jovem, Tânia Tabachi. "A gente ainda não sabe de muitas coisas. Precisamos liberar o corpo para saber onde será sepultado.
O pai de Glicia, Éverton Tabachi, contou que a adolescente era sua única filha e que não sabe como será sua vida daqui para frente.
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"Ela era linda, minha filha era linda demais. Estava em casa quando soube o que ele fez. Ele tirou a minha filha de mim. Ainda estou meio perdido com tudo isso. Agora que se faça justiça", desabafou, revelando que a filha tinha o sonho de se tornar médica. "Há pouco minha filha perdeu um filho. Não sabemos se aconteceu por conta das agressões. Ela era estudiosa, queria se formar em medicina".
ENVOLVIMENTO COM TRÁFICO
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De acordo com a delegada Cristiane Carvalho, da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que investiga o caso, Glicia foi morta na escadaria conhecida como Santuário. Moradores da comunidade encontraram o corpo da menina caído no chãoe, por ser área de risco, o levaram para a esquina da Rua Senador Nabuco com a Silva Pinto, um dos acessos à comunidade. Lá, eles encontraram com PMs da Coordenadoria Polícia Pacificadora (CPP), que acionaram a Polícia Civil.
Jeferson fugiu do local, logo após o crime. Ele foi capturado já na madrugada de hoje, quando estava na calçada da 20ª DP (Vila Isabel).
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"Ele alegou que o disparo foi acidental. Mas ela foi atingida na testa e ele não prestou socorro, vindo a fugir da comunidade", conta a delegada, dizendo que ele vai responder pelo crime de feminicídio, cuja pena pode chegar a 30 anos de prisão".
O corpo de Glicia foi levado até um dos acesso da comunidade - Reprodução / Internet
Em seu depoimento na DHC, Jefeson disse que faz parte do tráfico de drogas do Morro dos Macacos, como "mula", quem faz o transporte de material. Ele, que é conhecido como Jefinho na organização criminosa, já tem duas passagens pela polícia, por porte de drogas e furto.
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"Testemunhas informaram que o autor era violento e que já havia agredido a vítima por várias vezes, mas ela nunca denunciou à polícia", a delegada afirma. "Já em seu depoimento, ele disse que que era muito ciumento, pois a vítima era bonita e muito mais nova que ele".
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