Família tenta provar inocência de barbeiro preso em ação da polícia em Niterói

Segundo a advogada do jovem, juiz argumentou que Daniel é um perigo para a sociedade

Por Jenifer Alves*

Jovem compartilhava nas redes sociais a rotina de trabalho como barbeiro
Jovem compartilhava nas redes sociais a rotina de trabalho como barbeiro -
Rio - Preso há 21 dias, Daniel Cristiano, de 27 anos, tenta provar sua inocência. Segundo a família do rapaz, ele foi acusado de tráfico de drogas durante uma abordagem policial na comunidade do Preventório, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A ação aconteceu no dia 10 de janeiro.
Segundo Maria de Fátima, de 60 anos, mãe do rapaz, Daniel trabalha cortando cabelos e fazendo sobrancelhas desde os 12 anos. No dia da ação da PM, ele fazia a mudança do salão que havia acabado de alugar. "Ele foi jogar o lixo fora, na rua principal, onde todos passam, mas lá também tem uma boca de fumo. Os policiais chegaram, abordaram todos que estavam lá e alegaram que o Daniel estava sentado no sofá do tráfico, mas isso é mentira", explica.
 
Daniel foi preso por tráfico de drogas durante ação da PM - Reprodução/Internet
Ainda durante a abordagem, testemunhas afirmam que os policiais encontraram uma mochila com drogas e mandaram cinco homens deitarem no chão. Os agentes teriam obrigado Daniel a dizer que ele estava no ponto de venda de drogas naquela manhã. Além disso, os policiais não informaram a quem pertencia o material apreendido no local. "Meu filho continuou repetindo que era trabalhador e o policial mandando ele falar que ele entrou na boca de fumo", conta a mãe do jovem.
Daniel chegou a passar pela a audiência de custódia, mas o pedido de responder pela acusação em liberdade foi negado pelo TJ. Na decisão, o magistrado argumentou que o rapaz é "um perigo para a sociedade". A advogada do barbeiro, Tânia Nascimento, conta que a ação não tem embasamento. "Ele não tem antecedentes criminais, tem residência fixa e prova testemunhal do dia da prisão que ele estava fazendo a mudança do novo salão", detalha ela, informando ainda que pedirá um relaxamento da prisão.
A mãe do jovem, que é empregada doméstica, diz que não tem conseguido trabalhar desde que o filho foi preso: "A cabeça está muito ruim, são noites sem dormir, não tenho mais forças", desabafou ao DIA
A Polícia Militar informou que agentes foram acionados para verificar denúncia na comunidade do Preventório, no bairro Charitas e durante vasculhamento, a equipe policial avistou homens em atitude suspeita. Cinco foram detidos e conduzidos para a delegacia, além de terem sido apreendidos dois rádios comunicadores e 60 trouxinhas de maconha. A ocorrência foi encaminhada para a 76ª DP (Niterói).
*Estagiária sob supervisão de Adriano Araújo
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