A crise no abastecimento de água no Rio provocou uma alta nos serviços de higienização de caixas d'água. Consultados pela reportagem de O DIA, empresas e profissionais autônomos confirmam que a demanda cresceu muito nas últimas três semanas. É o caso de um laboratório de Piedade, que presta serviço de análise de água para as higienizadoras. Segundo o biólogo Rodrigo Lopes, técnico da empresa, a procura aumentou 80% no período.
"A orientação do Ministério da Saúde é que a limpeza seja feita a cada seis meses. Mas estamos vendo condomínios que já estão na quarta limpeza em um mesmo semestre", diz o técnico.
Em Pilares, uma higienizadora informou que cobra R$ 380 pela limpeza de dois reservatórios de mil litros cada. Em Rocha Miranda, um comerciante, dono de um pequeno bar, contou que pagou R$ 400 pelo mesmo serviço. O morador Honório da Hora falou que antecipou a higienização com receio de contaminação. "Geralmente faço a limpeza uma vez por ano. Mas tive que adiantar o serviço dessa vez. Não sei o que tem nessa água da Cedae".
A situação abriu espaço para aproveitadores. Ontem de manhã, uma página no Facebook oferecia a limpeza de caixa d'água por R$ 5.000.
A instalação dos filtros de carvão ativado aconteceu ontem na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu. O professor José Godoy, do departamento de Química da PUC-Rio, orienta que os moradores prestem atenção na água que entra em suas casas. Se estiver normalizada, é hora de limpar a caixa d'água. "Quando perceberem a água em bom estado, fechem a entrada, lavem o reservatório e abram novamente para renovar a água", orienta.
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